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Imposto de Renda: Pará já soma mais de 320 mil declarações entregues

Receita Federal espera mais de 900 mil envios; contribuintes ainda deixam prestação para a última hora e especialistas alertam para erros comuns

Maycon Marte
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Com a reta final do prazo se aproximando, o volume de declarações do Imposto de Renda começa a ganhar corpo no Pará. De acordo com balanço divulgado pela Receita Federal na manhã desta terça-feira, o estado já soma 320.350 declarações entregues até o momento. A expectativa do órgão é de que mais de 900 mil documentos sejam enviados pelos paraenses até o fim do período, o que indica que uma parcela significativa dos contribuintes ainda não prestou contas ao Fisco.

Na prática, isso significa que centenas de milhares de declarações seguem pendentes, acendendo um alerta para quem costuma deixar o envio para os últimos dias. Entre os contribuintes, a organização, ou a falta dela, ainda é um fator determinante. O advogado e servidor público Adolfo Marins admite que não adota um planejamento rígido ao longo do ano, mas conta com a previsibilidade dos rendimentos.

“Eu não me organizo muito e também não tive aquisições no período. Como sou servidor público, o rendimento já vem discriminado no comprovante do órgão. O que eu junto mesmo são gastos médicos que o plano não cobre, organizo no e-mail e depois uso na declaração”, relata.

Já para quem prefere evitar erros ou dores de cabeça, o apoio profissional ainda é uma alternativa comum. Mas há também quem reconheça a praticidade das ferramentas mais recentes, mas, ainda assim, opte por não assumir o processo. “Eu sempre mando para a minha prima, que é contadora, fazer, mas, pelo que vi, está mais fácil agora, o sistema faz muita coisa sozinho, embora eu não tente tanto”, relata o servidor.

Entre os contribuintes que ainda enfrentam dificuldades com o processo está o médico veterinário Leonardo Souza. Ele conta que já declarou o imposto de renda uma vez e, neste ano, pretende se basear nos bens e gastos informados anteriormente. Apesar disso, admite que ainda não conseguiu separar um tempo para revisar as mudanças mais recentes.

Leonardo também reconhece que tem dificuldades em lidar com a declaração e diz não dominar bem as etapas do preenchimento. Segundo ele, a falta de conhecimento sobre possibilidades como a restituição e a organização das informações acabam dificultando o processo. “Não acho algo muito fácil de entender. Não sei bem como preencher, o que verificar, como montar a declaração de forma geral”, afirma. Ele acrescenta que costuma apenas seguir o procedimento básico e avaliar o valor final a pagar, parcelando quando necessário, e admite que encontrar tempo para realizar a declaração tem sido um desafio.

O contador e educador financeiro Cleber Albuquerque enfatiza que há detalhes que passam despercebidos por boa parte dos contribuintes e que podem fazer diferença no resultado final. “Os gastos menos óbvios geralmente estão na área da saúde. Existem despesas que muita gente não sabe que podem ser dedutíveis, como materiais cirúrgicos, próteses e até alguns procedimentos estéticos com finalidade médica”, explica.

O especialista também chama atenção para equívocos recorrentes, como a tentativa de incluir despesas não previstas em lei. “A Receita não permite dedução de gastos com animais de estimação, por exemplo, nem de despesas cotidianas fora das hipóteses legais”, reforça. Outro ponto sensível está na declaração de bens. “Mesmo quem usa a pré-preenchida precisa conferir tudo. Imóveis, veículos e outros bens adquiridos no ano precisam ser incluídos corretamente, porque nem sempre aparecem automaticamente”, orienta.

Para quem vai declarar pela primeira vez, a ferramenta pré-preenchida tem se consolidado como aliada, desde que utilizada com cautela. A própria Receita destaca que o modelo reduz as chances de erro, mas não dispensa a conferência das informações. Isso porque empresas e prestadores de serviço podem atualizar dados mesmo após o carregamento inicial, o que exige atenção redobrada do contribuinte para evitar inconsistências e cair na malha fina.

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