Fim da escala 6x1: Sindilojas Belém alerta para impactos no comércio
Sindicato defende debate técnico sobre a PEC que reduz a jornada semanal para 40 horas
O Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas) se manifestou na terça-feira (2) sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas e o fim da escala 6x1. A proposta foi aprovada no dia 27 de junho, na Câmara dos Deputados, e segue para votação no Senado Federal.
Em nota oficial, a entidade afirmou que a medida exige uma “análise técnica e responsável sobre seus impactos econômicos e operacionais”. O sindicato reconheceu a importância do debate sobre a qualidade de vida dos trabalhadores, mas demonstrou preocupação com os reflexos da mudança para o setor produtivo.
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Segundo o Sindilojas Belém, a redução da jornada sem uma diminuição proporcional dos custos pode elevar o valor da hora trabalhada e aumentar as despesas das empresas. A entidade destacou que, no comércio, especialmente em segmentos que funcionam de forma contínua, incluindo fins de semana e feriados, a proposta pode resultar na necessidade de contratação de novos funcionários, reorganização de escalas e aumento da folha de pagamento.
A nota também aponta possíveis impactos indiretos da medida. De acordo com o sindicato, “o aumento do custo operacional tende a acelerar processos de automação, digitalização e autoatendimento, reduzindo a dependência de mão de obra em determinadas funções”.
O Sindilojas Belém defendeu ainda que a discussão sobre a PEC considere diferentes aspectos econômicos e sociais. “A discussão não pode ser apenas política ou ideológica. Ela precisa considerar produtividade, sustentabilidade empresarial, segurança jurídica e preservação dos empregos”, afirmou a entidade.
O sindicato informou que continuará acompanhando a tramitação da proposta e defendendo um debate que considere a realidade do setor produtivo brasileiro.
A PEC estabelece a redução gradual da jornada semanal para 40 horas em até 14 meses e permite o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter um dia de folga.
*Thaline Silva, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do núcleo de Política e Economia
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