Durigan 'flexibilizou o bolso' e 'não tem dificuldade de liberar um dinheirinho', diz Lula

Lula também reclamou que a "elite administrativa" em Brasília "não sabe como vive o povo pobre"

Estadão Conteúdo
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira, 11, que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, "flexibilizou o bolso" e "não tem tanta dificuldade de liberar um dinheirinho".

A fala, em tom bem-humorado, foi durante cerimônia no Palácio do Planalto do programa Imóvel da Gente, que direciona imóveis da União sem uso para moradia e outras políticas públicas.

"Parabéns aos movimentos, ao pessoal do ministério da Esther (Dweck, ministra da Gestão), parabéns a todo mundo. Já teve mais dificuldade. À nossa Casa Civil, que tem feito um trabalho extraordinário. Ao Dario (Durigan), que parece que flexibilizou o bolso dele, então já não tem tanta dificuldade de liberar um dinheirinho (risos). Ao (Guilherme) Boulos, que, com o Governo na Rua, está tentando movimentar vocês", declarou.

Lula também reclamou que a "elite administrativa" em Brasília "não sabe como vive o povo pobre". O presidente se referia ao fato de que os ministros normalmente não têm conhecimento sobre a vida da população mais pobre.

"A elite administrativa não sabe como vive o povo pobre, não sabe que às vezes a gente fica sem gás porque não tem dinheiro. Não sabe que às vezes não tem dinheiro para pagar o transporte", afirmou.

O presidente também reclamou do que chamou de "máquina burocrática" e de "burocrata que prefere dizer não do que fazer". O discurso se aproxima do que o PT tem defendido, de se apresentar como um partido e um candidato que luta contra o que chama de "sistema".

"Quando a gente quer fazer as coisas, tem uma máquina burocrática que tem manual. Se ela cair nas mãos de um burocrata que prefere dizer não do que fazer, a gente não faz nunca", afirmou.

Lula também defendeu uma ideia de que o governo federal se adiante aos movimentos sociais e apresente uma "prateleira de terras disponíveis para que não tenha invasão", na qual o governo ofereceria essas terras aos movimentos. "Não é preciso que a gente espere os movimentos ocupe terras para distribuirmos", disse.

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