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Destinos turísticos já registram alta demanda por hospedagem

Ocupação dos quartos em Mosqueiro, Salinas e Salvaterra já varia de 40% a 70%

Fabrício Queiroz

Após dois anos de pandemia, o setor de hotelaria dos principais destinos turísticos paraenses se prepara para ter o primeiro veraneio sem restrições sanitárias. Neste ano, com a ocupação de todos os leitos liberada e o fim do uso obrigatório de máscaras, alguns empresários de Mosqueiro, Salinas e da ilha do Marajó estão otimistas e já esperam ter resultados semelhantes aos de antes de 2019.

Durante o primeiro surto de casos do coronavírus em 2020, um estudo do Fórum de Operadores do Hoteleiros do Brasil (FOHB) mostrou que a taxa de ocupação tinha caído 49,8% no país entre janeiro e agosto. Na época, o Norte aparecia como a segunda região com o pior desempenho, com queda de 42,3% em comparação com o mesmo período antes da pandemia.

Para Fernando Soares, assessor jurídico do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Pará (SHRBS), esse cenário somado aos efeitos da crise econômica atual, faz com que os consumidores elejam outras prioridades para os gastos em detrimento do lazer e do turismo. Por conta disso, ele considera que o ritmo da retomada ainda deve ser gradativo.

“Algumas empresas fazem promoções e pacotes, mas essa retomada vai ser lenta, não vai ser tão rápida e acelerada como nós tínhamos antes. A gente só acredita que a recuperação vai começar a ser sentida efetivamente a partir de 2023”, afirma. Apesar disso, Soares acredita que o setor deve ter um bom desempenho em julho, especialmente a partir do terceiro final de semana do mês, quando a ocupação deve chegar aos 100% em destinos como Mosqueiro, Salinas, Marajó, Alter do Chão, Algodoal e Capanema.

Retomada "é real"

Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Pará (ABIH), Toni Santiago, avalia que a retomada do setor é real. Em Salvaterra, por exemplo, onde ele é proprietário de uma pousada, o volume de reservas já chega a 60%. “Agora que começa a procura de fato. Creio que vamos chegar a uma taxa de ocupação de 75%, que já é uma grande retomada como níveis como tivemos em 2018 e 2017”, diz.

De acordo com Santiago, o Pará enfrenta uma baixa procura de visitantes de outros estados, o que faz o turista local se tornar o principal incentivador do segmento. “A grande diferença do nosso turismo é que a maioria dos clientes são de Belém, região metropolitana e municípios próximos. Não temos mais aquele grande fluxo de paulistas, por exemplo, porque o preço das passagens ainda é nosso principal problema que encarece a vinda na alta temporada”, analisa.

Esse perfil regionalizado dos clientes traz características próprias para a dinâmica da economia dos municípios mais procurados durante o verão. Um aspecto que chama a atenção de Toni Santiago é o papel das caravanas e do transporte rodoviário no deslocamento dos visitantes. Com isso, a oferta de benefícios em descontos ou diárias se torna um atrativo a mais para conquistar os clientes.

Salinas esquenta

No município de Salinópolis, Suelene Evangelista, gerente de um hotel de alto padrão na praia do Atalaia, afirma que a procura por pacotes para o mês das férias já é alta, mobilizando turistas locais e de fora. Ela afirma que as buscas iniciaram ainda em maio, mesmo com o reajuste nos valores em torno de 5%, que elevou a tarifa para cerca de R$ 440.

“Esse ano vamos funcionar com nossa capacidade máxima, ano passado trabalhamos apenas com 50% dos apartamentos ocupados. A demanda está bem alta. Todos os dias fazemos muitos orçamentos de reservas e 40% deles são fechados e pagos antecipadamente”, conta a gerente que trabalha com a expectativa de lotação máxima em todos os fins de semana de julho.

Mosqueiro

As expectativas também são boas no distrito de Mosqueiro. Na praia do Ariramba, um empreendimento inaugurado há apenas seis meses espera ter agora em julho seu primeiro grande evento. “Nós já tivemos dois grandes feriados esse ano, mas nada muito significativo como estamos esperando para julho. Esperamos ter lotação máxima porque o fim das restrições aumentou muito a busca por opções de lazer. É o que estamos chamando de ‘corrida pela liberdade’”, afirma Paulo Roberto Louchard, gestor de planejamento e comunicação do grupo que conta com dois restaurantes e um hotel na ilha, onde o valor médio das diárias, incluindo café da manhã está em R$ 235.

Para Louchard, a demanda por turismo em Mosqueiro tem se beneficiado de investimentos voltados para a infraestrutura, a formação de mão de obra e para a visibilidade dos atrativos da região, que favorecem os visitantes e os empreendimentos locais. “Vai ser um julho bastante aquecido. Agora em junho estamos com todos os fins de semana lotados e para julho já temos 70% de ocupação. Além disso, nós devemos ter um incremento de 20% na contratação de pessoal. Tudo isso são indicadores de teremos um período muito positivo”, destaca o gestor.

Economia
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