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Desocupação no Pará cai de 13,5% para 11,9% no terceiro trimestre

O secretário Inocêncio Gasparin atribui o resultado a projetos de infraestrutura e renda

Abílio Dantas/ O Liberal

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua- Trimestral), divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a taxa de pessoas desocupadas no Pará, no terceiro trimestre de 2021, diminuiu, passando de 13,5% em abril, maio e junho para 11,9% em julho, agosto e setembro deste ano. O dado significa que no terceiro trimestre mais de 3,5 milhões de pessoas estavam ocupadas no Pará, enquanto 475 mil estavam desocupadas.

O IBGE afirma que os dados estão estáveis, em comparação com o mesmo período de 2020. No terceiro trimestre do ano passado, a taxa estava em 11,2%, o que significou 3,2 milhões de pessoas ocupadas e 413 mil desocupadas.

O conjunto de estados da região Norte também obteve recuo na taxa de desocupação. A Pnad Contínua mostrou queda de 14,1%, no segundo semestre deste ano, para 12% no terceiro trimestre. O resultado fez com que a região Norte ocupasse a terceira posição nas taxas das regiões em que o nível de desocupação é menor, perdendo apenas para o Centro-Oeste (9,2%) e Sul (7,5%).

O rendimento médio habitual mensal, no Pará, também segundo o IBGE, foi estimado em R$ 1.826. O valor não representou mudança significativa em comparação com o terceiro trimestre do ano passado, quando foi de R$ 1.850. A diferença também foi pequena em comparação com o segundo trimestre deste ano, já que o rendimento médio mensal dos três meses foi de R$1.803.

“O mesmo vale quando se fala na região Norte, que trouxe R$ 1.930 no terceiro trimestre, também não apresentando variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.018) e nem em relação ao 2° trimestre de 2021 (R$ 1.918)”, afirma o IBGE.

A pesquisa também aponta que o Pará é a terceira unidade da Federação com os maiores índices de pessoas trabalhando por conta própria no terceiro trimestre de 2021, chegando a 36,1% de trabalhadores. O Pará ficou atrás apenas do Amazonas (36,4%) e Amapá (38,2%).

“Já quando se fala dos índices de trabalhadores com carteira assinada, o Pará figura o penúltimo lugar com 52,0%, perdendo apenas para o Maranhão, onde apenas 49,6% dos trabalhadores têm carteira assinada. Observando a taxa de informalidade da população ocupada, a pesquisa trouxe o Pará como o estado com a maior taxa de informalidade do país, com 62,2%”, completa o IBGE.

Governo do Pará

O secretário de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), Inocêncio Gasparin, considera que o resultado positivo para o Pará é fruto da “pujança” da economia do estado e de políticas estatais. “O resultado é fruto também da intervenção governamental da busca de geração de emprego e renda. Nós temos executado atualmente o maior pacote de infraestrutura viária dos últimos anos do Estado do Pará. São mais de R$ 2 bilhões investidos em recuperação e abertura de rodovias, onde estão trabalhando aproximadamente 10 mil pessoas”, afirma.

A construção de creches em municípios paraenses é outro exemplo destacado por Inocêncio Gasparim como uma das ações de propulsão de empregos, cujo investimento vem de recursos do orçamento geral do Estado. “Aproximadamente cinco mil pessoas estão trabalhando e mais de 150 creches estão sendo construídas. Esse resultado é fruto de um planejamento do Governo do Estado, ligado a três itens: a vacinação (contra a covid-19), que foi estimulada e incentivada para que as pessoas fossem vacinadas maciçamente; a política de bandeiramento que permitiu que as empresas soubessem o momento de parar para reduzir o impacto da economia e soubessem, também, o momento de retomada, porque o bandeiramento já estava indicando que as coisas já estavam melhorando; e o pacote de investimentos e distribuição de renda para famílias mais vulneráveis. Foram, aproximadamente, R$ 500 milhões já distribuídos nas contas e nas mãos das famílias”, declara.

Entre os paraenses que conseguiram uma nova oportunidade no mercado de trabalho está a administradora Maíssa Silva, que possui habilitação em Marketing, e está em processo de transição de carreira. Ela saiu do ramo da educação, em setembro deste ano, e está iniciando uma experiência na área comercial. “Acho que o mercado tem oportunidades para quem se propõe, para quem está disposto a mudar de carreira. E, com certeza, o meu diferencial foram os vídeos que eu fiz para o Linkedin (plataforma digital de compartilhamento de currículos e informações profissionais) falando das minhas experiências. Penso que o mercado é fechado, e isso é uma realidade para muita gente, mas é preciso que a pessoa busque se diferenciar”, aconselha.

Economia
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