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Deflação recorde: queda nos preços dos combustíveis puxa IPCA para baixo

Índice de julho foi de -0,68%. Esta é a primeira variação negativa de preços e a maior deflação já registrada no Plano Real desde o início da série histórica do indicador, em 1980

O Liberal

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal índice de inflação do País, foi de -0,68%, contra 0,67% registrado no mês anterior. Essa foi a primeira variação de preços no negativo desde o começo da pandemia de covid-19 e a maior deflação já registrada no Plano Real desde o início da série histórica do indicador, em 1980, segundo o IBGE. Porém, o IPCA continua na casa dos dois dígitos quando se calcula o acumulado dos últimos doze meses, ficando em 10,07%. As informações são da revista Veja.

Entre os fatores que contribuíram para puxar o IPCA para baixo no último mês está a queda de preço da gasolina e de outros combustíveis nas bombas, segundo análise do IBGE. Dos nove grupos analisados, transporte e habitação tiveram variação negativa. Gasolina e etanol ficaram mais baratos após a redução do ICMS sobre esses produtos em quase todo o País, em cumprimento à Lei que estabeleceu um teto de até 18% para esses itens.

Além disso, a Petrobras anunciou duas reduções no preço da gasolina vendida nas refinarias no período. Com isso, os preços desse combustível caíram 15,48% e os do etanol, 11,38%. A gasolina, individualmente, contribuiu com o impacto negativo mais intenso entre os 377 subitens que compõem o IPCA, com -1,04 ponto. Além disso, também foi registrada queda no preço do gás veicular, com -5,67%.

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Já no grupo habitação, que também teve o imposto limitado, o índice caiu -1,05%, por conta da energia elétrica (-5,78%). Outro grupo que contribuiu para o resultado da inflação foi vestuário, com uma desaceleração de 1,67% para 0,58%, após apresentar a maior variação positiva entre os grupos pesquisados nos meses de maio e junho, devido à queda do preço do algodão.

A inflação também desacelerou no grupo de saúde e cuidados pessoais (0,49%), devido à variação inferior dos valores dos planos de saúde (1,13%), na comparação com o mês de junho (2,99%), e à queda de 0,23% dos itens de higiene pessoal, frente à alta de 0,55% em junho.

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Alimentação

Por outro lado, o IBGE apontou que os alimentos ficaram mais caros no mês passado, com a maior variação registrada em julho, de 1,30% (contra 0,8% no mês anterior). Segundo o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, o resultado foi puxado pelo leite longa vida, que subiu mais de 25%, e pelos derivados do leite - como queijo (5,28%) e manteiga (5,75%), por exemplo. "Essa alta do produto se deve, principalmente, a dois fatores: primeiro porque estamos no período de entressafra, que vai mais ou menos de março até setembro, outubro, ou seja, um período em que as pastagens estão mais secas, o que reduz a oferta de leite no mercado, e o fato de os custos da produção estarem muito altos”, declarou.

Economia
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