Crédito aprovado pelo BNDES para o Pará cresce 112% no primeiro trimestre de 2026
Segundo dados divulgados nesta terça-feira (12), o estado recebeu R$ 503,5 milhões em aprovações de financiamento entre janeiro e março deste ano
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou em 112% o volume de crédito aprovado para o Pará no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (12), o estado recebeu R$ 503,5 milhões em aprovações de financiamento entre janeiro e março deste ano.
Os recursos foram direcionados para diferentes setores da economia paraense. A agropecuária liderou o volume aprovado, com R$ 201,5 milhões, seguida pelo setor de comércio e serviços, que recebeu R$ 148,1 milhões. A área de infraestrutura concentrou R$ 130,1 milhões, enquanto a indústria somou R$ 23,8 milhões em financiamentos aprovados.
O levantamento também mostra avanço no apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), responsáveis por R$ 460 milhões do total liberado ao estado. O valor representa crescimento de 100,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando as aprovações para esse segmento somaram R$ 229,2 milhões.
Além das aprovações, o banco desembolsou R$ 555,4 milhões para o Pará nos três primeiros meses de 2026. O desempenho integra um movimento de expansão do crédito do BNDES no estado desde 2023. Nesse período, o banco já aprovou R$ 17,44 bilhões para projetos no Pará, volume 162% superior aos R$ 6,66 bilhões registrados entre 2019 e 2022.
Os desembolsos também cresceram. Desde 2023, o estado recebeu R$ 11,55 bilhões em recursos efetivamente liberados, aumento de 68% em relação aos R$ 6,88 bilhões desembolsados no intervalo entre 2019 e 2022.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, atribuiu os resultados à retomada da atuação do banco como agente de desenvolvimento econômico. Segundo ele, os investimentos têm sido direcionados para áreas estratégicas no Pará, incluindo obras de infraestrutura urbana e projetos ligados à bioeconomia.
“Os números mostram que o BNDES, sob a orientação do presidente Lula, retomou seu papel de parceiro estratégico do desenvolvimento. O BNDES tem atuado para facilitar o acesso ao crédito, ampliar investimentos, aumentar a produtividade, reforçar a infraestrutura e promover a inovação”, afirmou Mercadante.
O dirigente destacou ainda investimentos em projetos de urbanização em Belém e na modernização dos aeroportos de Santarém, Marabá, Carajás e Altamira, além de iniciativas voltadas à restauração ecológica e à bioeconomia na Amazônia.
Na Região Norte, as aprovações de crédito do banco chegaram a R$ 2,21 bilhões no primeiro trimestre deste ano, crescimento de 180% na comparação com o mesmo período de 2025. A infraestrutura concentrou a maior parte dos financiamentos, com R$ 1,21 bilhão, seguida pela agropecuária, comércio e serviços e indústria.
No cenário nacional, o BNDES registrou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 17% em relação ao ano anterior. O banco também alcançou R$ 45,7 bilhões em aprovações de crédito no período, crescimento de 37% sobre 2025. Os desembolsos totalizaram R$ 36,2 bilhões, impulsionados principalmente pelos setores de infraestrutura, indústria e agropecuária.
A instituição informou ainda que mantém baixos índices de inadimplência. Em março de 2026, a taxa de atrasos acima de 90 dias ficou em 0,046%, abaixo da média registrada no Sistema Financeiro Nacional.
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