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Contrato de concessão da BR 163/230/MT/PA é assinado e prevê R$ 1,87 bilhão em investimentos

Rodovia tem 1.009 km de extensão e integra as Regiões do Centro-Oeste e Norte

Emilly Melo

O contrato de concessão da BR 163/230/MT/PA que interliga as Regiões Centro-Oeste e Norte do País, foi assinado na sexta-feira (1). A expectativa é que a concessão receba R$ 1,87 bilhão em investimentos apenas nas obras, durante os 10 anos de contrato com o consórcio vencedor do leilão, Via Brasil BR163, e também R$ 1,2 bilhão em custos de operação e manutenção, de acordo com a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), responsável pelos estudos de leilão da rodovia.

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O ministro de infraestrutura, Marcelo Sampaio, afirma que esse é um dos principais projetos executados pela pasta desde 2019. Além disso, ele avalia que a pavimentação dos últimos 50 quilômetros da via fez com os produtores do Centro-Oeste ficassem “mais competitivos do que os produtores do meio oeste norte-americano, no que tange à logística”.

“Uma viagem ali levava mais de dez dias de Sinop (MT) a Miritituba (PA). Com a pavimentação completa, passou para três ou quatro dias. Isso é logística de ponta. Rodovia saiu do atoleiro para o leilão”, ressaltou o ministro.

O sistema rodoviário da BR-163/230/MT/PA possui uma extensão de 1.009,52 km, que resultam em sistema fundamental de escoamento da produção da Região Norte e Centro-Oeste, e também a ligação a terminais portuários do Arco Norte (Rio Tapajós), afirma a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) 

Segundo a EPL, a concessão possibilita a construção de acessos definitivos aos terminais dos portos de Santarenzinho, Itapacurá e Miritituba, além das faixas adicionais, acostamentos e vias marginais. A previsão é que o projeto empregue 29 mil trabalhadores. 

O estudo considera fundamental o trecho da rodovia para o desenvolvimento da região, com o escoamento das áreas produtoras e incentivando o desenvolvimento da economia de 13 municípios das duas unidades federativas. 

O ministro também ressaltou que muitos trechos da rodovia possuem poucos acessos a serviços.  “Sabemos que a concessionária será, por muitas vezes, o primeiro socorro para caminhoneiros, passageiros e demais pessoas que a utilizam”.

(*Emilly Melo, estagiária, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do Núcleo de Política)

Palavras-chave

Economia
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