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Consumidores deixam compra de presentes de Dia das Mães para última hora

Movimento foi intenso em um dos shoppings de Belém, mas a média de gastos estava baixa

Elisa Vaz

Às vésperas do Dia das Mães, celebrado neste domingo (8), muitos consumidores ainda buscavam presentes no comércio e nos shopping centers de Belém na tarde de ontem. Um dos mais populares da capital, localizado na avenida Padre Eutíquio, teve um grande movimento de clientes a partir das 16h, mas o gasto médio de cada um deles não tem sido tão alto, segundo os lojistas.

Gerente de uma loja de sapatos, Yasmim Queiroz afirma que o fluxo de compradores cresceu muito esta semana, e que a expectativa é de vender de 40% a 60% a mais que no mesmo período do ano passado. “O movimento melhorou muito, estamos com um retorno grande do público aqui e na esperança de atingir o objetivo, principalmente porque as pessoas estão se vacinando, já estamos na reta final dessa pandemia. Eu quero crer que realmente aconteça. Desde abril temos visto um aumento muito significativo com relação a isso. Até pensei que a greve de ônibus fosse atrapalhar muito, mas, agora achamos que, sem dúvida nenhuma, o fluxo deve crescer durante o fim de semana”, pontua.

Os itens mais vendidos para o Dia das Mães são as rasteirinhas e sandálias de dedo, que, na opinião de Yasmim, combinam mais com o clima de Belém. Cada consumidor, diz ela, tem gastado uma média de R$ 70 a R$ 80 com o presente para suas mães, podendo chegar a R$ 120 ou R$ 130, dependendo do cliente. A única promoção especial para esta data é no cartão da própria loja, que oferece descontos de até 50% nas compras.

A estudante de contabilidade Jayne Siqueira, de 25 anos, estava no estabelecimento em busca de uma lembrança para a mãe, como faz todos os anos. Ela já comprou o presente que queria, uma airfryer, mas queria complementar, não tendo estipulado nenhum limite de gastos para este Dia das Mães. “Por mãe a gente faz tudo. Estou em busca de sapatos porque sei que ela queria. Mas achei os preços mais altos este ano”, opina. Jayne tem um irmão, mas, mesmo com a alta de valores, optou por comprar um presente sozinha em vez de dividir.

Em outra loja, o cenário era oposto: todas as funcionárias estavam sem atender, aguardando clientes entrarem no espaço para comprar. A gerente, Leni Botelho, explica que o fluxo foi baixo durante toda a semana, embora os vendedores esperassem o contrário. “O movimento nos surpreendeu de forma negativa, realmente está bem fraco; em relação ao ano passado acho que está até pior. Esperávamos vender bem a semana toda e teve a greve de ônibus, que prejudicou. Na quinta até deu uma melhorada, mas hoje está bem fraco”, comenta.

Na opinião da gerente, mais pessoas ainda poderiam aparecer no final da sexta-feira e durante o sábado, até porque a loja está em liquidação durante todo o mês, de 40% de desconto em cima dos valores. O que mais tem sido vendido são vestidos e blusas, mas quase sempre em peças soltas, com uma média de gastos de R$ 60 a R$ 99. No caso de quem opta pelos looks completos, o custo é de R$ 200 a R$ 250, explica Leni.

A trabalhadora doméstica Marlene Conceição, de 45 anos, foi ao shopping para comprar dois presentes: um para sua mãe e outro para a irmã, que também tem filhos. Ela optou por cosméticos, que sabia que as duas iriam gostar. “Elas queriam, e não fazemos surpresa então, falamos logo. Não limitei o gasto, deixei em aberto porque é uma data especial. Mas também estou na expectativa de ganhar presente esse ano”, brincou.

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Economia
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