Habilidades comportamentais serão mais valorizadas no mercado pós-pandemia

Entre as chamadas soft skills, as mais apontadas por especialistas são adaptabilidade, resiliência e flexibilidade

Redação Integrada

Com a nova rotina no mercado de trabalho após a pandemia da covid-19, o home office, reuniões virtuais, processos seletivos online e pouco contato presencial são algumas coisas que têm evidenciado a importância das habilidades comportamentais, ou soft skills. Na opinião dos recrutadores ouvidos para a 12ª edição do Índice de Confiança (ICRH) da empresa de recrutamento especializado Robert Half, a habilidade que mais será valorizada no cenário pós-pandemia é a adaptabilidade (40%), seguida da resiliência (20%), flexibilidade (12%), colaboração (11%), comunicação (6%), criatividade (6%), outro (4%) e empatia (2%).

A pesquisa mostrou que os profissionais empregados estão alinhados com a opinião dos recrutadores, já que as competências "adaptabilidade" (39%) e "resiliência" (22%) foram as mais apontadas por eles quanto às habilidades que mais aprimoraram durante a pandemia do novo coronavírus. Um dos especialistas em recrutamento da empresa, Bruno Barreto, disse que "durante os processos de recrutamento, as empresas se preocupam em entender a capacidade de adaptação da pessoa ao trabalho remoto e a resiliência do candidato para iniciar uma atividade sem conhecer fisicamente seus gestores e colegas”, explica.

Por conta do momento atípico, o perfil valorizado, portanto, é aquele que se adapta rapidamente a uma condição desafiadora, além de ser autogerenciável, capaz de trabalhar com autonomia e de não ter medo de perguntar para garantir que as entregas sejam realizadas com a máxima qualidade possível, segundo o especialista. 

A psicóloga e consultora especialista em mercado de trabalho Lorena Tenório acredita que as pessoas que querem ingressar no universo corporativo ou se manter nele depois da pandemia devem buscar soluções para atender demandas de mercado e suas tendências. “O mundo do trabalho é variável, e o profissional de sucesso precisa estar sempre atualizado – não apenas em sua área de atuação, mas também nas mudanças do mundo moderno”, diz. Segundo ela, algumas das competências pessoais mais esperadas são criatividade, habilidade de negociação, pensamento crítico e resolução de problemas.

Buscar o desenvolvimento e o autoconhecimento também faz parte desse processo, segundo Tenório. Tanto os profissionais que estão fora do mercado como os que já estão inseridos e querem alavancar a carreira devem, primeiramente, se preparar por meio de cursos e ferramentas. “Todos precisam se conhecer antes de ser bem sucedido na profissão. Só assim é possível traçar o planejamento de carreira para o restante do ano e o ano que vem”. A especialista indica os cursos nas áreas de informática avançada, inglês, gestão de vendas, marketing digital e cursos técnicos em instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

Entre os profissionais desempregados, a quarentena também tem sido de aperfeiçoamento. Aproximadamente 70% dos entrevistados na pesquisa disseram ter realizado algum tipo de curso ou treinamento nesse período de pandemia. A prioridade, no entanto, foi em especialização técnica na área de atuação (56%), seguida por aperfeiçoamento das habilidades socioemocionais (17%). Especialistas acreditam que o profissional desempregado deve aproveitar para aprimorar suas competências técnicas e comportamentais, pois isso será valorizando no momento da entrevista de emprego.

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