Black Friday: supermercados e material de construção devem puxar alta; estimativa é de 3%

Data servirá como um termômetro para as compras de Natal, que também devem registrar crescimento neste ano

Laís Santana

Com a aproximação da Black Friday, evento que abre a temporada de compras de final de ano, marcada para o dia 27 deste mês, as lojas já aquecem o mercado com a oferta de descontos e preços mais baixos, aumentando a expectativa dos varejistas. Para esse cenário, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP), prevê aumento de até 3% nas vendas do comércio de varejo, principalmente supermercado e lojas de material de construção, em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a federação, a Black Friday servirá como um termômetro para as compras de Natal, que também devem registrar crescimento neste ano. Se as previsões se confirmarem, o varejo terminará o ano com uma queda de 3%, um cenário melhor do que o previsto no início da pandemia da Covid-19. 

No Pará, o fechamento do comércio afetou diretamente no fluxo de crescimento econômico. Porém, para o comércio de produtos essenciais, como os supermercados, o crescimento foi exponencial, pontua Jorge Portugal, presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas). “Em relação ao ano passado, apesar de ainda estarmos em pandemia, o nosso setor apresentou um índice de 3,94% em relação ao passado. Enquanto os shoppings e outros setores estavam fechados, nós estávamos abertos. A nossa expectativa é manter o mesmo patamar dos anos anteriores. Acreditamos que o setor continue faturando”, ressalta. 

Para o comércio de materiais de construção, o cenário é parecido: pessoas mais tempo em casa também consomem mais produtos para manutenção da residência. A dificuldade se dá pela falta de matéria-prima nas indústrias, o que interfere no preço que chega as prateleiras.

“Para a parte interna da casa, nós temos produtos que não param a procura, como os hidráulicos. Na parte externa, calhas de chuva e telhas, dentre outros. As pessoas acabam sendo forçadas a comprar e fazer a manutenção de suas casas. Comparando 2020 mês a mês, nós percebemos um aumento no consumo dos materiais, assim como no aumento dos preços, dado o encarecimento da matéria-prima nas industrias”, destaca Salim Bouez, presidente do Sindicato do Comércio Atacadista e Varejista de Materiais de Construção e Similares de Belém e Ananindeua (Sindimaco).

Mesmo tendo previsões otimistas em relação a Black Friday, a FecomercioSP avalia que a abertura gradativa dos estabelecimentos não será suficiente para recuperar as perdas do setor este ano. “O grau de incertezas em relação à economia ainda é grande, principalmente em relação às variáveis de emprego e renda”, afirma a entidade. Para aproveitar a Black Friday e potencializar o faturamento, a entidade orienta que os estabelecimentos coloquem em prática planos de fidelização de clientes e descontos em produtos. 

No entanto, a federação alerta que as ações não devem comprometam as margens de lucro. “Isso significa dizer que, para ter um bom resultado ao fim do mês, eles devem ir às contas: mensurar custos, checar o estoque antecipadamente e planejar a gestão de fornecedores para, só então, estipular os descontos que podem oferecer. Caso contrário, corre-se o risco de vender a preços muito baixos para atrair a demanda da Black Friday e contabilizar prejuízos depois que a data passar”, recomenda a entidade.

Para bons resultados no setor, as lojas devem apostar no gerenciamento de estoques: conceder descontos aos produtos que estão parados ou com baixo giro é a principal estratégia para lucrar na data, orienta a assessoria técnica da entidade. Outro alerta é em relação ao frete grátis, prática comum nessa época do ano. Em um período no qual muitos varejistas tiveram dificuldades no fluxo de caixa, assumir esse custo para vender mais pode significar perdas substanciais.

Economia
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