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Belém é cada vez mais uma capital de sabores internacionais

Cidade já conta com empreendimentos que oferecem a experiência da culinária de vários países

Elck Oliveira

Quem aprecia comida internacional sabe que em Belém é possível encontrar ótimos restaurantes japoneses e italianos, por exemplo. Mas, talvez, o que pouca gente saiba é que a capital paraense também conta com excelentes opções de culinárias um pouco mais exóticas, digamos assim. O Mirakuru Street Food, por exemplo, é um ponto de venda de comida de rua, localizado no bairro do Umarizal, que oferece aos clientes a possibilidade de experimentar pratos oriundos de diferentes países, principalmente do sudeste asiático e extremo oriente, como é o caso do Japão, China, Vietnã, Malásia, Cingapura e Tailândia

O idealizador e responsável pelo espaço é o chef de cozinha Thyago Guarany, de 34 anos, que abriu o Mirakuru há cerca de quatro anos. Inicialmente, a ideia era justamente trazer para o público de Belém a possibilidade de experimentar outras culinárias, não tão comuns por aqui. “O que eu queria era poder apresentar a culinária e pratos de diversos países, mas a um custo um pouco mais baixo, para que uma gama maior de pessoas pudesse ter acesso. Aí eu montei o modelo start-up do Mirakuru. A gente começou vendendo o lámen na segunda-feira, e foi testando outros produtos, de forma que hoje, quatro anos depois, já estamos abrindo de segunda a sexta. Sempre buscando trazer pratos que a gente não encontra ou que são muito difíceis de encontrar aqui em Belém”, conta.

Um prato diferente por dia

Thyago explica que todos os dias serve um único prato, que se difere a cada dia. Para garantir o seu pedido, as pessoas precisam fazer reserva por meio de um site ou podem pedir pelo delivery também. O negócio tem feito muito sucesso, tanto pelas redes sociais quanto pelo boca a boca. Hoje, já são onze funcionários, além do idealizador. “Esses pratos que a gente apresenta aqui não sofreram modificações para se adaptar ao paladar do brasileiro, do belenense. A gente procura manter o mais original possível. O Mirakuru é uma experiência de comida de rua mesmo, então, a gente tenta encantar os clientes para que eles falem para outras pessoas e façam essa propaganda”, complementa. 

Segundo Thyago, apesar das dificuldades enfrentadas nos últimos anos, principalmente devido às oscilações da economia e à pandemia de covid-19, o Mirakuru tem conseguido se manter bem. “A gente tem um modelo de negócio que é sustentável, que a gente ganha no giro. Essa ideia da reserva, apesar de muitas pessoas não gostarem, faz com que  a gente tenha uma dinâmica muito boa. As pessoas chegam, comem e vão embora para dar espaço para outras pessoas. Isso é importante porque como eu uso ingredientes importados, é uma maneira de eu colocar um preço mais acessível para essas pessoas. Então, essa é a ideia mesmo, levar uma experiência boa, o mais original possível, a um preço mais acessível”, resume. 

A comida oferecida por Thyago angariou alguns fãs fieis ao longo dos últimos anos. É o caso do agente de mercado financeiro Rafael Rayol, de 33 anos. Pelo menos duas vezes por semana, ele faz questão de passar no Mirakuru em busca de dois pratos, que são os seus favoritos: yakissoba e lámen. 

“Eu gosto bastante de comida oriental, uma pena que eu não posso comer os pratos com camarão, por exemplo, porque eu tenho alergia, mas todos os outros pratos eu como, sou fã mesmo. Atualmente, eu nem provo as comidas dos outros locais porque eu sei que as minhas expectativas estão muito altas, porque eu me baseio na comida do Thyago. Aí eu sempre volto pra cá”, conta. 

Lanche das Arábias

A árabe é uma outra culinária que também conta com boas representações em Belém. O Lanche do Sírio, no bairro do Umarizal, é um dos pioneiros nesse ramo e há seis anos vem fazendo muita gente conhecer e se apaixonar por kibes e esfirras, entre outras delícias. 

A gerente do espaço, Tatiana Cunha, acompanhou a empresa desde o início, ao lado do proprietário, o sírio Aflatoun Alnajjad, de 44 anos, que até hoje tem certa dificuldade com o português. Natural da cidade de Al Sweda, no sul da Síria, ele chegou a Belém como refugiado e logo começou a trabalhar com a única coisa que sabia fazer: comida árabe. “Ele começou sozinho uma primeira loja, fazendo kibes, depois passou para esfirras, foi aumentando as vendas, ao mesmo tempo se regularizou no Brasil e então conseguiu abrir a primeira empresa de fato”, lembra. 

Com o tempo, a culinária árabe caiu no gosto do belenense. Aí, o Lanche do Sírio começou a incrementar o cardápio, também, com alguns pratos. Hoje, o empreendimento está instalado no bairro do Umarizal e é um dos mais conhecidos da cidade quando se fala em comida árabe e síria. “No final da tarde e da noite, os sírios não têm muito o hábito de jantar pratos, como nós. Normalmente, eles fazem uma refeição mais leve, muito à base de pão, das saladas, das sopas. E isso hoje é parte do que temos aqui”, explica Tatiana. 

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