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Belém: café, açúcar e manteiga têm os maiores reajustes de preços entre os alimentos da cesta básica

Logo atrás vem a carne, que ficou quase 10% mais cara nos nove primeiros meses deste ano, contra uma inflação calculada em 6% para o período

O Liberal

Pelo oitavo mês consecutivo, a alimentação básica dos paraenses voltou a ficar mais cara, com vários itens apresentando aumentos de preços superiores à inflação, de acordo com levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), com base na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do mês de setembro. Belém foi uma das 17 capitais pesquisadas. Na comparação com agosto, os aumentos mais expressivos foram observados nos preços do Café, com alta de 5,44%, seguido do Arroz (2,23%); Leite (2,19%); Açúcar e Óleo de soja (ambos com alta de 1,12%). Apenas o feijão apresentou recuo de preço, com queda de 1,87%.

No período de janeiro a setembro deste ano, o balanço efetuado pelo Dieese/PA mostra alta acumulada de preço de 6,32%, com a grande maioria dos produtos que compõem a Cesta Básica apresentando reajustes bem superiores a esta média, e muitos com altas acima da inflação estimada para o mesmo período, em torno de 6% (INPC/IBGE). No caso do café e do açúcar, por exemplo, os reajustes acumulados chegam a 37,4% e 26,97%, respectivamente. Em seguida, vem a manteiga, com alta de 13,17% e a Carne Bovina, que ficou 9,93% mais cara. No mesmo período analisado, apenas o tomate apresentou recuo de preço com queda de 3,21%.

Ao longo de doze meses (setembro de 2020 a setembro de 2021), o custo da alimentação básica dos paraenses em Belém apresentou um reajuste acumulado de 15,97%, superior a inflação estimada em torno de 10% (INPC/IBGE). O maior aumento foi no óleo de cozinha, que ficou 51,85% mais caro, seguido do café (45,32%); açúcar (31,40%), carne bovina (23,12%) e Arroz (22,87%). Nenhum produto da cesta básica teve recuo de preço em Belém nos últimos doze meses. 

Para adquirir a cesta básica, o belenense tem que desembolsar metade do salário mínimo (R$ 532,56), que atualmente está em R$ 1.100,00. Segundo o Dieese/PA, no mês passado, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 1.597,68, sendo necessários, portanto, aproximadamente 1,45 salários mínimos para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação.

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