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Barcarena: Vendedor de bombons ganha clientes pelo bom humor e simpatia

Com um produto diferente do que geralmente é vendido nas praias, ele conseguiu adesão de todos

Larissa Costa/ Especial para O Liberal

“Tá acabando”! Com esse conhecido jargão e a bacia cheias de deliciosos bombons de chocolates regionais, Elson de Almeida Ferreira, de 55 anos de idade, ganhou popularidade na cidade. O vendedor é natural de Belém e chegou em Barcarena, em 2002, acompanhando as bandas de brega que vinham se apresentar para shows em Vila do Conde.

Sucesso dentro e fora do estado, os bombons regionais, delícia paraense, tiveram valor agregado ao carisma do vendedor. O srº Elson somou à preciosidade do seu produto, a natural simpatia e não parou de atrair novos clientes na cidade. ”Quando viajo sempre faço encomenda dele. Ele sempre muito sorridente, gente finíssima e que merece todo o sucesso. Além de excelente vendedor o produto é o melhor da região”, elogia Ândrea Parente, cliente. 

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Pouco desbravada pelos vendedores ambulantes na época, Elson foi um dos primeiros trabalhadores informais a se instalar na mais frequentada praia da cidade. Com um produto diferente do que geralmente é vendido nas praias, ele conseguiu adesão de todos.

O vendedor conta que era período de férias quando pisou pela primeira vez em solo barcarenense. Com o sucesso das vendas nas noitadas, resolveu ficar durante todo o mês de julho e aproveitar também a circulação de pessoas durante o dia. “Depois disso conheci o Caripi e fiquei. Gostei tanto que estou lá até hoje”, brinca. Hoje o principal ponto de venda do trabalhador informal é a Praia do Caripi, ponto turístico mais frequentado da região.

Antes de criar raízes no município, o vendedor enfrentava uma cansativa rotina com viagens diárias de ida e volta para a capital, onde residia. Ele conta ainda que não somente Barcarena, mas visitava municípios como Vigia e Cametá para trabalhar. Entre os outros municípios, Barcarena foi a sua experiência favorita.

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Em 2014 passou a morar na cidade que o acolheu. “Consegui fazer a minha casinha há 10 anos atrás no bairro São José. Hoje minha vida está estável, não tenho muitos bens, mas consigo sobreviver com a venda de bombom”, conta Elson. Agora o vendedor informal é vizinho da famosa praia do Caripi, seu local de trabalho favorito. “Não existe escritório melhor do que esse”, brinca o vendedor.

Ao lembrar do início de tudo, O trabalhador conta que o ápice de sucesso das vendas foi entre os anos 2008 e 2015. “Nessa época eu cheguei a vender semanalmente 1000 chocolates por semana. Hoje não vende mais, mas vendia muito”, explica.

Atualmente o trabalhador informal vende cada chocolate a R$ 3,00, mas sempre negocia para os clientes levarem mais, com a promoção de 4 por R$ 10,00. “Não consigo nunca comprar apenas um”, brinca Neto Vida, cliente de Elson há 17 anos.

Elson é só elogios à cidade que o abraçou e investiu no seu negócio informal, através da clientela fiel. “É uma cidade muito boa. Melhor do que a capital”, compara. Para o futuro, o vendedor informal, pretende continuar na cidade que abençoou seu negócio. “Quero me aposentar nessa cidade”, finaliza.

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Economia
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