Após defeso, preço do caranguejo permanece estável nas feiras de Belém

Proibição ocorreu de 11 a 16 de janeiro. O próximo período será de 10 a 15 de fevereiro

Abílio Dantas

Encerrou, na última quinta-feira (16), o primeiro período de defeso do caranguejo-uçá no Pará neste ano, que teve início no dia 11. O preço médio da unidade, que em dezembro de 2019 foi de R$ 2,05, não teve alterações significativas nas feiras da 25, no bairro do Marco, e na feira da Pedreira, ambas em Belém. Na manhã desta terça-feira (21), os feirantes comercializavam o produto entre R$ 2 e R$ 2,50, podendo chegar a R$ 3, dependendo do tamanho do caranguejo. De acordo com os comerciantes, o período de defeso não alterou os preços.

Com 46 anos de trabalho na feira da Pedreira, Almir da Silva Foro, 61, faz questão de mostrar o documento emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que o permitiu prosseguir a venda regularmente durante o defeso. “Os fiscais do Ibama analisam e depois registram a quantidade de caranguejo que você tem em seu estoque para que possa continuar vendendo. Se o Ibama vier aqui, é só eu mostrar o documento para que eles saibam que não estou fazendo nada de errado. Assim, não corro o risco de ter meu material apreendido”, afirma.

Nos nove pontos de venda de caranguejo da feira da Pedreira, todos os feirantes afirmam que trabalharam entre os dias 11 e 16 deste mês devidamente habilitados. “Meu fornecedor vem de Soure. Quando chega próximo do período do defeso, a gente já começa a guardar os caranguejos para se preparar. Além do caranguejo, também trabalho com siri e mexilhão, mas de forma mais esporádica, não é sempre que tem. Nosso movimento é grande nos finais de semana, quando temos mais clientes. Mas o caranguejo é o carro-chefe”, relata Carlos Alberto Júnior.

Assim como a venda de caranguejo vivo, o mercado de massa de caranguejo e unha tirada também manteve os mesmos preços de antes do defeso, segundo os vendedores da feira da 25. Rosenildo Rodrigues, conhecido como “Romário”, vende o quilo da massa a R$ 25 e o pacote das unhas de caranguejo custa R$ 35. “A lógica é a mesma de quem vende o caranguejo vivo. Precisamos estar preparados para que não falte (o produto) no estoque e também para que a gente não tenha que aumentar o preço. Costumo manter no mesmo valor para fidelizar o cliente”, afirma.

O segundo período de defeso será entre os dias 10 a 15 de fevereiro, e, em seguida, em março, também de 10 a 15. Segundo o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), o preço do caranguejo oscilou entre R$ 1,80 e R$ 3, de novembro a dezembro do mês passado, o que representou um aumento de 5,13%.

Economia
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