Há aproximadamente um ano, o produtor rural Fernando Dacier Lobato, de 57 anos, garante o acesso constante aos serviços digitais por meio da internet via satélite na Ilha do Marajó. Segundo ele, com a conectividade, que antes era limitada, os moradores de municípios como Soure e Chaves conseguem ter mais facilidade para conseguir gerenciar negócios e ter acesso a serviços on-line e ao entretenimento.
O produtor conta que usa os serviços prestados pela Starlink, empresa de internet via satélite do bilionário sul-africano Elon Musk, e acredita que o custo-benefício vale a pena. “Mais barata que as concorrentes. Tem acesso ilimitado, velocidade, uso de dados, estabilidade e facilidade de instalação”, declara Lobato.
De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 697 dos 772 municípios da Amazônia Legal, que inclui o Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão, são atendidos pela empresa de Musk.
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Os dados mostram que a empresa é o principal provedor de banda larga fixa por satélite na região amazônica, especialmente em áreas onde a infraestrutura convencional de internet de banda larga é escassa ou inexistente.
Serviço
O serviço da Starlink pode ser contratado via internet. O equipamento de internet inclui um roteador Wi-fi, cabos e base, e custa em média R$ 2 mil, mas pode ser encontrado por até R$ 1.800. O valor da mensalidade dos serviços é de R$ 280 por mês, fora os impostos. A instalação dos equipamentos não demanda um técnico.
De acordo com o site da Starlink, a maioria dos serviços de internet via satélite usa satélites geoestacionários únicos que orbitam o planeta em altitude de mais de 35 mil quilômetros e, por isso, a latência (tempo de espera da resposta) é alta, 600 ms, tornando inviável o uso para atividades de alta taxa de dados.
Os satélites atuam junto com transceptores terrestres avançados. Essa inovação permite que a empresa implante um sistema de comunicação capaz de atender a mais de 1 milhão de locais em todo o mundo. Os satélites enviados podem orbitar a uma altitude de apenas 550 quilômetros. Essa configuração possibilita uma cobertura global, reduzindo significativamente a latência para 25 ms.
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