Titãs vem a Belém com turnê especial dos 40 anos do álbum Cabeça Dinossauro
Uma das principais bandas do rock nacional, Titãs chega para dividir o palco com CPM 22 no Claro que é Rock
Belém será palco de um encontro de duas bandas importantes no cenário do rock nacional. No dia 30 de abril, véspera de feriado, os Titãs celebram os 40 anos do álbum "Cabeça Dinossauro" no palco da Assembleia Paraense, como parte do evento Claro Que É Rock. A banda, que explodiu durante o movimento do rock brasileiro na década de 1980, terá a companhia do CPM 22, que iniciou a carreira em 1995 e roda o país com a turnê de 30 anos de carreira.
Sérgio Britto e Tony Bellotto, integrantes dos Titãs, falaram com exclusividade ao Grupo Liberal e relembraram fatos importantes da carreira, situações embaraçosas e momentos de quem, desde a juventude, entrou e não saiu mais do cenário musical do país.
O guitarrista Tony Bellotto destacou a atualidade das letras dos Titãs, que continuam refletindo momentos importantes do país, mesmo 40 anos depois do álbum “Cabeça Dinossauro”, e se encaixam perfeitamente na situação atual da nação.
"O álbum Cabeça Dinossauro nasceu em um momento de forte contestação e expressou esse grito de liberdade de toda uma geração. Os temas das músicas seguem atuais, são temas universais que não mudam ao longo do tempo. O abuso policial, os flertes de alguns políticos com o autoritarismo, as pessoas que exploram a fé genuína visando o lucro, os absurdos do capitalismo. A força da música e a forma como foi gravada deixam o disco atual", afirma Bellotto.
O músico, compositor e escritor, premiado com o Jabuti em 2025 pelo romance “Vento em Setembro”, comentou sobre as censuras sofridas pelos Titãs no início da carreira e o quanto elas refletem o caminho perigoso com o qual muitos brasileiros ainda flertam na atualidade. Para o guitarrista, a Ditadura Civil-Militar de 1964 foi um capítulo absurdo na história do Brasil. "As músicas censuradas na época só mostram o absurdo ridículo da ditadura. ‘Bichos Escrotos’ é uma música que é adorada pelas crianças. São músicas claras em suas colocações e que podem contribuir para a tomada de consciência das pessoas — ou não. Temos que estar atentos para que esses tempos não voltem", frisou.
Sérgio Britto, tecladista, compositor e vocalista dos Titãs, também falou sobre essa nova turnê da banda, que se reinventou, sofreu com perdas, mas segue embalando a vida de inúmeros brasileiros. Para Sérgio Britto, esse show é especial, por se tratar de um álbum que marcou a carreira do grupo e que merecia uma releitura em uma data tão simbólica.
"Esse é um show bastante pesado, principalmente na segunda parte, e nos preparamos para isso. Tocamos com três guitarras; muitas coisas compensam, obviamente, a sonoridade de antigamente, pois não temos mais 20 anos. Mas realizamos um show com a mesma energia e vitalidade para que esse repertório saia como deve", comentou.
Britto relatou momentos vividos na capital paraense em 1986 e comentou sobre a energia do povo paraense, que possui, segundo ele, um "tempero especial", que chamou sua atenção em todas as vezes em que os Titãs se apresentaram na cidade. "O público paraense sempre foi muito especial e participativo. Lembro perfeitamente do show que fizemos durante a turnê de 1986: foi histórico, com uma plateia de energia incrível", disse.
Sérgio Britto também falou da expectativa em tocar com os músicos do CPM 22. Segundo o integrante dos Titãs, as duas bandas possuem uma parceria de longa data e o encontro tem tudo para proporcionar ao público de Belém uma noite de diversão e canto coletivo. "Dividir o palco com o CPM 22 é um grande prazer. Temos uma relação próxima, eu mesmo já participei de um show deles como convidado. É uma banda pela qual temos muito carinho, que preserva essa vitalidade do rock. Será um grande barato estar na mesma noite com eles e fazer um show afinado com uma outra geração", disse.
Segundo o baixista, cantor e compositor Branco Mello, terceiro membro da formação atual da banda, é incontestável a importância da canção “Cabeça Dinossauro” para os Titãs. “É emocionante celebrar um álbum que permanece atual depois de 40 anos. ‘Cabeça Dinossauro, Pança de Mamute, Espírito de Porco’. Dessa pequena e poderosa letra, composta em 1986, nasceu o título de um dos álbuns mais lembrados e celebrados da nossa história. ‘Cabeça Dinossauro’ está fazendo 40 anos, e é com imenso prazer que comemoraremos com nosso público essa data tão especial”, completa Branco.
Alexandre Wesley, VP Global Music Promoter da produtora 30e, responsável pelo espetáculo, destaca também a importância da turnê em texto de divulgação da banda. “Construímos um forte vínculo com todos os músicos durante a turnê Titãs Encontro, que revolucionou o mercado de entretenimento ao vivo no Brasil. E não poderíamos deixar passar um marco tão importante da música brasileira: as quatro décadas do álbum Cabeça Dinossauro. Foi então que nos reunimos com os Titãs Branco Mello, Sérgio Britto e Tony Bellotto para pensar em uma celebração à altura do álbum”, afirma.
A turnê “Titãs – Cabeça Dinossauro 40 anos”, que estreou no dia 28 de março, em São Paulo, é uma realização da 30e, produtora de entretenimento, e apresentada pelo banco Itaú.
SERVIÇO
Evento Claro Que É Rock! Belém
Data: 30 de abril de 2026
Local: Sede Campestre da Assembleia Paraense
Atrações confirmadas: Titãs, CPM 22 e Os Renascentistas
Ingressos: disponíveis no site Bilheteria Digital
Classificação: maiores de 16 anos
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