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Anajú Dorigon vive vilã no Globoplay e celebra retorno à Globo em 'A Nobreza do Amor' após sete anos

De volta aos estúdios da emissora para participação especial na novela tradicional, artista relembra papéis marcantes como a inesquecível Jade de 'Malhação'

Bruna Dias Merabet

As novelas verticais seguem movimentando as redes sociais; por conta disso, a Globoplay tem investido nessa categoria. Recentemente foi lançada ‘Icônica: De Faxineira a Fashionista’, onde Anajú Dorigon é uma estilista ambiciosa e determinada a manter seu espaço. Namorada de Giovani (Victor Sparapane), ela vive disputas criativas, sabotagens e jogos de poder.

“Foi uma experiência muito interessante porque exige um olhar completamente diferente para a narrativa. A novela vertical aproxima muito o espectador da ação e das emoções dos personagens. Como atriz, precisei entender melhor como pequenos gestos, expressões e olhares ganham ainda mais força nesse formato. Tecnicamente, também foi um aprendizado, porque a composição das cenas e o posicionamento em quadro seguem uma lógica diferente da que estamos acostumados na TV tradicional. Você precisa ter uma nova consciência de espaço, pois em cena basicamente só cabe você. Acho muito interessante ver como a linguagem audiovisual continua se reinventando para dialogar com os novos hábitos de consumo”, conta Anajú.

Com capítulos curtos, ritmo ágil e uma estética pop contemporânea, a trama se desenrola com esse foco na vilã, que enxerga Jussara (Aline Dias) como uma ameaça dentro e fora da empresa.

“A vilã nunca se enxerga como vilã, ela sempre acredita que está certa, e é justamente aí que mora a complexidade. No formato vertical, em que tudo acontece de forma mais dinâmica, ela tem uma energia muito forte e está sempre gerando tensão, surpresa e reviravoltas. Não tem espaço para sutilezas, você precisa ir com força total em todas as cenas. Acho que isso prende bastante a atenção de quem assiste”, explica a atriz.

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Saindo desse formato vertical e indo para um formato televisivo mais longo, Anajú Dorigon fez uma participação especial interpretando Eugênia Gouveia, uma jovem que carrega o título de "A Mais Formosa de Minas Gerais". Ela chegou à trama carregando o status de beleza e tendência.

“Foi muito divertido entrar nesse universo. A Eugênia é uma mulher admirada, elegante e muito influente dentro daquele contexto social. Adorei o trabalho de construção visual, os figurinos e toda a atmosfera de época, que ajudam muito a compor essa mulher tão marcante”, pontua.

Na novela, a personagem teve um papel fundamental na virada da protagonista Alika (Duda Santos), ao encomendar os vestidos para um importante evento no Rio de Janeiro e ajudar a alavancar o ateliê. Durante o reencontro com Alika, Eugênia explica que será madrinha de uma corrida promovida pelo Clube do Automóvel e ocupará um lugar de honra ao lado do presidente do Brasil. A notícia anima Alika e Teresa, que veem na encomenda uma oportunidade para dar ainda mais visibilidade ao trabalho delas.

“Eu acho muito bonito quando histórias de época mostram mulheres se apoiando, porque isso ajuda a quebrar a ideia de que a rivalidade feminina é inevitável. A Eugênia reconhece o talento da Alika e, de certa forma, contribui para que ela encontre espaço e visibilidade. Isso tem uma força simbólica muito importante. E trabalhar com a Duda foi maravilhoso. Ela é uma atriz extremamente talentosa, sensível e dedicada. Tivemos uma troca muito generosa em cena, o que tornou essa relação ainda mais especial”, diz.

A participação da artista nesses projetos marca oficialmente o seu retorno à TV Globo após um intervalo de sete anos longe das telas da emissora. Ao pisar novamente nos estúdios, o reencontro com essa atmosfera trouxe não apenas o resgate de memórias, mas o reflexo de um novo momento da carreira, agora consolidado por uma maior bagagem e maturidade profissional.

“Foi emocionante. A Globo faz parte da minha trajetória e da minha formação profissional. Voltar depois desse tempo me trouxe uma sensação de reencontro, mas também de renovação. Nesse período vivi muitas experiências, fiz outros trabalhos, amadureci como artista e como pessoa. Então retornar com uma nova perspectiva foi muito especial. Acho que hoje consigo aproveitar os processos de uma forma mais consciente e tranquila, valorizando ainda mais cada oportunidade”, conta.

O público ainda guarda na memória e no coração a força dos papéis mais marcantes de Anajú na TV Globo, como a inesquecível Jade, de Malhação, além de suas atuações elogiadas em Orgulho e Paixão e Órfãos da Terra. Ao olhar para trás e analisar essa trajetória, fica evidente o impacto profundo que cada uma dessas personagens teve na sua evolução, servindo como pilares fundamentais para a construção da artista madura e versátil que ela se tornou hoje.

“Essas personagens foram fundamentais na minha trajetória. Cada uma delas me apresentou desafios diferentes e me ajudou a descobrir novas possibilidades como atriz. A Jade, por exemplo, marcou uma geração e até hoje recebo muito carinho por causa dela. Já Orgulho e Paixão e Órfãos da Terra me permitiram explorar universos completamente distintos e crescer artisticamente. Eu sou muito grata por todas essas experiências, porque elas me ajudaram a construir a profissional que sou hoje e continuam fazendo parte da minha história”, finaliza a atriz.