Silvan Galvão lança clipe de 'Boca Doce' em parceria com cantora colombiana
Gravado em quatro países, audiovisual une carimbó e cúmbia em um encontro de culturas latino-americanas e reforça a trajetória internacional do artista paraense
O cantor, compositor e multi-instrumentista paraense Silvan Galvão lançou nesta semana o clipe do single “Boca Doce”, parceria com a cantora colombiana Daia Mutis. Gravado no Brasil, França, Portugal e Colômbia, o audiovisual reúne diferentes paisagens e referências culturais em uma produção dirigida por Priscila Tapajoara, com imagens assinadas por Estefane Galvão e pela própria diretora, além de edição de José Corrêa.
“Foi uma experiência incrível poder levar um pouco da música produzida na América Latina para outros lugares, ocupar outros espaços”, afirma Silvan Galvão.
A canção promove um diálogo entre ritmos tradicionais latino-americanos, aproximando o carimbó da cúmbia em uma sonoridade marcada pela presença de tambores, maracas, sopros, guitarra, baixo e bateria. Segundo o artista, a composição também traz um tom afetivo e nostálgico. “Boca Doce é um encontro de culturas dançantes, unindo o carimbó e a cúmbia com seus tambores tradicionais e maracas, ao lado de instrumentos contemporâneos como os sopros, guitarra, baixo e bateria. A letra da música é permeada de saudade, em uma afirmação de que estar ao lado da pessoa amada é o lugar mais desejado”, destaca.
Natural de Alter do Chão, no oeste do Pará, Silvan Galvão desenvolve um trabalho autoral que transita entre o carimbó e outros ritmos da cultura popular amazônica. Em suas apresentações, mistura instrumentos tradicionais, como banjo, curimbós, maracas e sopros, a elementos contemporâneos, incluindo guitarra, bateria e pedais eletrônicos de loop, explorando tanto o carimbó tradicional “pau e corda” quanto versões contemporâneas do gênero.
As composições do artista também dialogam com pautas socioambientais e com as lutas dos povos amazônicos pela preservação de seus territórios e culturas. Ao longo da carreira, Silvan consolidou-se como uma das principais referências do carimbó fora da Amazônia, sendo reconhecido como uma espécie de “embaixador do carimbó” no Sudeste do país.
Além dos palcos, o músico desenvolve atividades formativas por meio de oficinas de dança e percussão. Dessa experiência nasceu o Carimbloco, coletivo de ritmos amazônicos formado por percussionistas, banjistas, sopristas e dançarinos, com quem lançou, em 2018, o EP “Silvan Galvão e Carimbloco”.
Sua discografia inclui os álbuns “Segredos Amazônicos” (2013), “Tambores que Cantam” (2016) e “Silvan Galvão em Alter do Chão” (2017), além de EPs como “Família Galvão” (2021), gravado ao lado dos filhos Estefane, Paulo e Kaique Galvão, e “Mãe Amazônia” (2022), trabalho que reúne participações de artistas como Patrícia Bastos, Nilson Chaves e Dira Paes.
Com shows e oficinas realizados em países como Alemanha, Argentina, Azerbaijão, Bolívia, Chile, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França e Portugal, Silvan também passou a atuar em debates internacionais sobre clima e sustentabilidade. Em 2022, cofundou a iniciativa “Vozes da Amazônia”, voltada ao protagonismo dos povos amazônicos na defesa de seus territórios.
Nos últimos anos, participou das conferências climáticas COP28 e COP29, realizadas em Dubai e no Azerbaijão, respectivamente, além de integrar a programação da Climate Week, em Nova York, em 2024. Entre 2023 e 2024, circulou com o espetáculo “Mãe Amazônia”, que reúne músicas sobre preservação ambiental e enfrentamento da crise climática.
Ao longo da trajetória, Silvan Galvão também estabeleceu parcerias com nomes importantes da música amazônica, como Nilson Chaves, Joãozinho Gomes, Ronaldo Silva e Junior Soares, além de dividir o palco com artistas como Xangai, Pinduca, Mestre Solano, Sebastião Tapajós, Patricia Bastos e Davi Assayag.
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