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Rose Maiorana entrevista Geraldo Teixeira no 'Lib Art'

O artista plástico conta histórias curiosas no bate-papo descontraído.

Enize Vidigal

A artista plástica e diretora comercial do Grupo Liberal, Rose Maiorana, entrevista o artista plástico Geraldo Teixeira no 4º episódio do videocast “Lib Art”, que ficará disponível neste sábado, 4, a partir das 14h, no Lib Play. Premiado nacionalmente e com exposições realizadas dentro e fora do Brasil, inclusive, nos Estados Unidos e na Europa, o artista paraense revela os primeiros talentos da infância, as influências, histórias curiosas da trajetória como artista e, ainda, fala da nova exposição em um bate-papo descontraído com Rose.

“Basicamente a minha inspiração é o que está no entorno: a cidade, as cores, tudo provoca muito o meu visual.  A inspiração está em tudo”, resume Geraldo Teixeira, que está com 47 anos de carreira. “Eu vivo 24h por dia ligado em arte. Tenho muito prazer pelo que eu faço, gosto do meu ateliê, gosto do que eu faço. Não paro nunca”, completa.

Geraldo Teixeira pinta e produz arte com variados materiais. Atualmente, ele tem explorado a geometria em seu trabalho com obras bidimensionais e tridimensionais. Na exposição “Fronteiras”, que está disponível para visitação no Espaço Cultural Silveira Athias, até o próximo dia 3 de junho, ele apresenta a produção mais recente, elaborada durante a fase de isolamento social imposta pela pandemia pela Covid-19.

“Fiquei quatro anos sem expor”, conta. Quando aconteceu o lockdown, em 2020, ele estava prestes a abrir uma mostra individual, que foi cancelada. “Mas foi muito bom pra mim porque tive que experimentar um outro tipo de material, saí do ateliê, que é uma casa grande, para uma mesa de 1,20 metro. Diminuí o tamanho das obras, diminuí tudo. Parte disso está aí nessa exposição”.

A visitação é agendada pelo telefone (91) 99983-5131 e conta com a participação do artista. “Faço questão de estar sempre presente para conversar sobre a exposição e falar do meu processo de trabalho. Isso me dá muito prazer”.

Trajetória

Na infância, Geraldo Teixeira recorda que gostava de criar os próprios brinquedos e também situações de teatro. “O mundo lúdico sempre me atraiu muito (...) Eu conseguia me expressar através disso”. No início da carreira, ele teve forte influência de pintores surrealistas, como o espanhol Salvador Dalí e o alemão Max Ernst. “Com o passar do tempo você vai desenvolvendo a própria linguagem”.

Entre as primeiras experiências profissionais, esteve a pintura de retratos eu o fizeram se sentir “humilhado” como artista, conforme descreveu entre risos no Lib Art, como na vez em que foi contratado para pintar três filhotes de cachorro tomando leite em uma tigela. “No começo de carreira você faz qualquer negócio, você precisa se firmar como artista”, justificou. Ele também pintou letreiros de placas, como “vende-se geladeira”. O artista tem que ter um jogo de cintura muito grande (para sobreviver) no Brasil”.

Um diferencial da carreira dele foi quando venceu o grande prêmio do Salão Arte Pará, em 1991. “Quando começou o Arte Pará, por três anos eu não classifiquei trabalho. Fiquei muito chateado e falei: ‘Vou buscar’”, recorda. “Interessante é que a cidade começou a me ver (após o prêmio). O Arte Pará é fundamental nessa divulgação e na consolidação de um mercado, porque, muitos artistas que foram os grandes premiados ou mesmo classificados, com a divulgação em jornal e televisão dentro de um salão que ganhou notoriedade nacional, é fundamental, é uma grande vitrine”.

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