Renato Gusmão revela em Belém as infinidades poéticas da Amazônia

Relançamento do livro 'Bioma' desse poeta e menestrel paraense ocorre nesta quinta (14) na Cafeteria e Livraria Casa Arari

Amanda Martins / Eduardo Rocha
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Viver no ambiente amazônico é estar em uma área de várzea, onde a poesia frutifica ao sabor das marés e dos ventos, e o tempo só passa quando se folheia o livro em que se é protagonista. Em 2025, o paraense Renato Gusmão, poeta e letrista de composições musicais, bem conhecido do público em Belém, concebeu o livro de poemas "Bioma", a partir do clima da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), na capital do Pará. E a obra, pela Mezanino Editorial, acabou sendo lançada em 20 de março último na Casa da Linguagem, em Belém. Agora, ganha novo lançamento, desta feita na Cafeteria e Livraria Casa Arari, nesta quinta-feira (14, a partir das 18h.

O lançamento do livro na Casa da Linguagem se deu como concretização do projeto aprovado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) - Ministério da Cultura / Governo Federal do Brasil / Fundação Cultural do Pará / Secretaria de Estado de Cultura do Pará / Governo do Estado do Pará. Agora, nesta quinta-feira, Renato Gusmão e o público se reencontram para falar do que mais gostam: poesia feita na Amazônia.

Como destaca Marcílio Caldas Costa no texto de apresentação do livro, o significado da palavra bioma é atravessado pela coletividade, pela inter-relação entre os seres de um determinado sistema. "Há a troca, a necessária interação para a manutenção individual e coletiva, tal como a literatura, em especial, a poesia. Assim, por entre essas trocas e interlocuções entre 'seres', é que se sustenta o experimento poético de Renato Gusmão". 

Marcílio pontua que em "Bioma" Gusmão empreende uma obra que procura compreender a poesia como um sistema singular que se nutre dos mais diversos elementos e "seres" que se aproximam, se encontram e, se necessário, se devoram, como frisa. São seres, elementos de "uma floresta chamada poesia". Tudo em "uma obra que procura entender a poesia como um ecossistema, sua diversidade e complexidade, tal qual um bioma da natureza". E, assim, Renato Gusmão veste-se de menestrel (poesia associada à música, voz e corpo performático) para desfilar imagens em versos, expandindo as dimensões da "comunidade amazônica" para muito além dos aspectos geográficos, ou seja, agora como linguagem e seus sentidos e significados, como ressalta Marcílio Caldas Costa. 

Em sua proposta de mostrar a Amazônia em forma de poesia, Renato Gusmão destaca que "nossa região nos propõe infinidades poéticas, por meio de suas riquezas naturais, entre rios, matas, florestas, calor, chuva, diversidade cultural, sotaques. Tudo gera poesia". Ele se afirma como "um artista que mantém a visão para além daquilo que proponho". "Tenho inclinação musical. Ouço tudo que inspira e me faz bem, essa diversidade faz-me letrista, poeta declamador. Vejo-me dentro da riqueza desse Bioma que habito", acrescenta.

"A Amazônia é incrivelmente diversa em complexidades. Rica em tudo, porém, não deixa de ter suas mazelas, entre abandonos, desmatamentos e tantas outras coisas que formam esse paradoxo. Diante dessas realidades, que tal pensar melhor em como tratar com mais cuidado a nossa casa? A poesia serve para isso", ressalta esse autor de "Bioma", que tem a fotografia de capa de Jorge Ramos e ganha agora um novo momento no cenário amazônico nesta quinta-feira (14).

Serviço: 
Lançamento do livro 'Bioma', de Renato Gusmão,
 
na Cafeteria e Livraria Casa Arari
Na Travessa 14 de Março, 1154, em Belém (PA)
Em 14 de maio de 2026, às 18h

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