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Redes Sociais: como lidar com as demandas onlines

Mundo online tem cada vez mais cobranças, seja na vida pessoal ou profissional. Como encontrar o equilíbrio?

Bruna Dias

As redes sociais estabelecem uma intimidade a mais entre seguidores e seguidos, a falsa ilusão de que se conhece a pessoa por meio das telas, acabam confundido relações. Um exemplo desse comportamento online é a cantora Gretchen.

Com um perfil no Instagram leve e de entretenimento, ela compartilha um pouco dos seus trabalhos e da sua vida pessoal. Mesmo sem se envolver em polêmicas, ela precisar lidar diariamente com hater, o odiador da internet.

Seja pela calcinha com o nome do marido ou por exibir um colo com pêlos loiros, Gretchen não tem paz nas redes sociais. E mesmo assim, ela assumiu uma postura de ignorar, mesmo que ‘volta e meia’, responda algumas críticas. “Nunca pensei em parar com as minhas redes sociais. Até porque a rede social é minha. Então muito pelo contrário, incentivo pessoas, mulheres, incentivo muita gente a mudar de vida, sair de uma depressão. Jamais sairia por causa de hater”, disse a artista.

“Essas coisas não me atingem de jeito nenhum, muito pelo contrário, me dão mais forças para continuar fazendo as coisas que faço. Não me preocupo com os ataques, se eu não fizesse a diferença na vida das pessoas, não estaria sofrendo com isso. Sou cobrada nas redes sociais, mas também não me importo. Quando você faz um trabalho sério e influencia pessoas para o bem, para o crescimento, é inevitável esse ataque”, finalizou a Gretchen.

Mas como equilibra os compartilhamentos de conteúdos pessoais com profissionais, já que a vitrine que as redes sociais proporciona é gigantesca?

“A palavra-chave pra isso é planejamento. Se você definir que tipo de conteúdo você quer produzir, para quem, e com que frequência, você terá um rumo a seguir e, com isso, encontrará um ritmo de trabalho que te permita equilíbrar o que é pessoal e o que é profissional. Talvez ambos sejam uma coisa só, porém, com planejamento, você consegue se programar muito melhor”, explicou Ana Paula Vilhena, especialista em gestão de mkt, consultora de comunicação empresarial e docente da Estácio.

Entrevistada: Ana Paula Vilhena é Especialista em gestão de mkt, consultora de comunicação empresarial e docente da Estácio (Albany Lobo)

A professora explica que as pessoas buscas o fora do comum, a novidade, e os perfis com essa dinâmica são capazes de se sustentar na internet. “O público não entra nas redes para ver propaganda tradicional. Ele entra para se distrair. Lembrando: a rede é ‘social’, e o público quer, sim, saber sobre como as pessoas vivem, mas também quer saber o que elas têm a oferecer. Porém, se isso for dito na forma ‘aqui você encontra produtos X e Y por preços baixos’, ninguém vai achar interessante. Nas redes, o público quer ver as pessoas usando os produtos X e Y que custaram barato”, disse.

Ana Paula explica que as redes sociais pedem por conteúdos de qualidade, essa preocupação com o que vai ser veiculado ao seu nome é importante para uma série de fatores, um deles é para evitar lidar com as críticas. “Haters fazem parte da caminhada e, nas redes sociais, eles se revestem de uma força que o anonimato ajuda a potencializar. Eles podem causar verdadeiros estragos na vida de um profissional, que só com o tempo aprenderá a lidar melhor com isso. Penso que não adianta bloquear comentários nem impedir compartilhamentos pois as redes são sociais justamente para que as pessoas possam se expressar. Então aconselho a conquistar um público cativo, verdadeiros ‘lovers’, pois as comunidades de fãs se tornam aliadas e defensoras contra haters”, acrescentou.

Assim como Gretchen, que sempre é alvo desses personagens da internet, seja questionando as suas decisões ou aparências, as mulheres, muito em decorrência da estética esperada. Elas são os principais alvos das redes sociais, fatos que podem afetar diretamente a saúde mental do indivíduo. “Historicamente somos os alvos mais frequentes destas pressões estéticas, porém os homens também já começam a vivenciar estas pressões, tendo em vista que a indústria farmacêutica, cosmetológica e médica tem ofertado e produzido recursos também pensados para este público, o que o torna a médio prazo também alvo destes equipamentos de pressão estética”, explicou a prof. Klaudia Sadala, Mestre em Psicologia e Coordenadora do Curso de Psiclogia do Grupo Ser Educacional/UNAMA.

Klaudia Sadala é Coordenadora do Curso de Psiclogia do Grupo Ser Educacional/UNAMA , Mestre em Psicologia e Pesquisadora sobre Saúde mental, Saúde Coletiva, Saúde Integral LGBT, Relações de Gênero e Psicologia Ambiental. (Carol Sales)

“As redes sociais vierem para ficar, a invasão de uma suposta privacidade acaba sendo ‘permitida’, porém devem ser resguardados elementos emocionais que podem emergir nestas relações, operando entre ser amado e outras odiado. O equilíbrio entre estas questões é tênue e ainda estamos construindo uma forma saudável de lidar com tudo isso. Nestes casos, grandes influenciadores, famosos e artistas devem investir em auto-conhecimento para ter sua saúde mental equilibrada, tentando mediar os afetos ambíguos que irá receber”, disse a mestre.

Palavras-chave

Cultura
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