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Paraense Daniel Munduruku perde a eleição para Academia Brasileira de Letras

Escolhido foi o médico e escritor Paulo Niemeyer Filho com 25 votos contra 9 do professor indígena premiado

O Liberal

O escritor indígena paraense Daniel Munduruku perdeu a eleição para ocupar a Cadeira 12 da Academia Brasileira de Letras (ABL). O literato obteve nove votos dos 34 acadêmicos que votaram, os outros 25 votos foram destinados para o médico neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer. Com informações da Agência Brasil.

A candidatura de Daniel teve apoio público de várias entidades e escritores que divulgaram carta aberta. O documento foi assinado por grandes nomes da literatura brasileira como Alice Ruiz, Aílton Krenak, Xico Sá, Marcelo Rubens Paiva, Milton Hatoum Pedro Bandeira. Os dois livros mais recentes de Munduruku estão entre os finalistas do Prêmio Jabuti sendo eles "A origem dos Filhos do Estrondo do Trovão" e "Crônicas indígenas para rir e refletir na escola".

O novo integrante da Cadeira 12 da Academia Brasileira de Letras (ABL) o médico e escritor Paulo Niemeyer Filho ficará na vaga do acadêmico e professor Alfredo Bosi, que morreu no dia 7 de abril de 2021.

Os ocupantes anteriores da Cadeira 12 foram: Urbano Duarte (fundador) – que escolheu como patrono França Júnior –, Augusto de Lima, Vítor Viana, José Carlos de Macedo Soares, Abgar Renault e Dom Lucas Moreira Neves.

De acordo com o presidente da ABL, Marco Lucchesi, “Paulo Niemeyer entra para a Academia Brasileira de Letras como agente da ciência e da cultura, em sintonia com o humanismo e a modernidade. Sua presença reafirma o compromisso desta Casa com o conhecimento integral, de que ele, Paulo, é mestre consumado”.

De acordo com a colunista Veja, Cleo Guimarães, que antecipou o resultado de que Paulo Niemeyer venceria, Daniel Munduruku fez tudo o que estava ao seu alcance seguindo os protocolos da ABL. No entanto, Paulo Niemeyer contava com o apoio do presidente da academia o jornalista Merval Pereira, que também se empenhou na eleição do amigo. A colunista diz que Daniel conquistou a simpatia dos imortais e será incentivado a se candidatar a uma futura vaga.

Daniel é graduado em Filosofia, doutor em Educação pela USP e pós-doutor em Linguística com ênfase na Literatura Indígena, na Universidade Federal de São Carlos. O autor tem 52 livros publicados com traduções para o espanhol, coreano, alemão e inglês.

Cultura
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