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Artista plástico Jaime Bibas morre em Belém aos 73 anos

O artista e professor sofreu um AVC e faleceu em casa

Redação Integrada

O artista plástico Jaime de Oliveira Bibas, de 73 anos, morreu na manhã deste domingo (15) em Belém. Professor aposentado da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Pará, nos últimos anos ele estava afastado do convívio social por conta de um Acidente Vascular Cerebral que lhe tirou a visão. O velório acontece no Museu do Estado do Pará, a partir das 21 horas.

Bibas era arquiteto, desenhista, artista plástico, letrista, quadrinista e, nas horas vagas, também sambista. Atuou como secretário adjunto da Secretaria de Cultura do Pará (Secult) e foi presidente do extinto Instituto de Artes do Pará (IAP), hoje absorvido pela Fundação Cultural Tancredo Neves e renomeado como Casa das Artes.

Jaime Bibas foi um dos mentores da "Ordem da Baladeira", campanha paralela das eleições de 1994 que ajudou a derrotar o coronel Jarbas Passarinho, já falecido, ao governo do Pará, com o slogan "Xô, Xexéu".

Entre os parceiros de composições musicais dele, estavam Paulo Moura, Roberto Pinto, Luiz Pardal, Emanoel Matos, Marcelo Sirotheau, entre outros. Confira uma das músicas de Jaime Bibas aqui.

Vários artistas e profissionais da área cultural, como Tito Barata, Cassio Tavernard, Ziza e Dayse Adario fizeram homenagens ao colega.

Repercussão - 

Em nota, o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), "se une em solideriedade à família e aos amigos do arquiteto e fotógrafo Jaime Bibas, que faleceu neste domingo, 15. O órgão reforça todo o reconhecimento e gratidão pela importância de Bibas na estruturação de políticas e equipamentos públicos, em favor da valorização, difusão e fomento à cultura do Pará".

Desenho de Jaime Bibas 

O professor, artista plástico e arquiteto e Jorge Eiró, amigo pessoal de Jaime Bibas desde a década de 80, ressalta que Bibas "prestou um tremendo serviço ao nosso estado como homem da cultura, especialmente, no magistral traço do desenho que ele tinha". Define o saudoso artista como "recatado e tímido, mas de grande refinamento, elegância e generosidade." Eiró afirma que guarda grande afeto no desenho de Jaime Bibas, inclusive, abordou o assunto em sua tese de Doutorado. "O Bibas dizia que pensava pelo desenho. O desenho era a linguagem mais expressiva."

Outro amigo pessoal, o músico e arquiteto Paulinho Moura recorda que, junto com Bibas e outros músicos, formaram o grupo de choro 'Corta Jaca', nos anos 80. "Quando ele foi coordenador da área musical do antigo IAP, a gente formatou o laboratório Choro do Pará, em 2006, junto com Yuri Guedelha e Carlos Bochecha. O gênero choro deve muito ao Bibas, não só no Pará, mas no Brasil, a gente começa a fazer intercâmbio, a compor e a difundir. A gente deve muito a esse caboclo. Foi um grande artista plástico, musicista e arquiteto, foi muito importante para a nossa cultura, devo muito a esse caboclo, estou muito triste." 

Jaime Bibas fez músicas em parceria com vários artistas. Entre as músicas compostas por ele com parceiros está "Bailarina" (Com Paulinho Moura), que venceu uma edição do Festival do Servidor, assim como "Em Nome do Verso" e "Sinal da Palavra" (ambas com Moura, Marcelo Sirotheau e Emanuel Matos), que é uma celebração da amizade.

A cantora Andrea Pinheiro, ex-mulher de Bibas, declarou que ele foi uma "pessoa leve, inteligente, de humor refinado e de grandes convicções, que amava as artes, e, sobretudo, a música. Ele era obstinado, firme e crítico, extremamente justo e ético, um grande homem que fará falta na construção de uma sociedade baseada em princípios". 

Emanuel Matos destaca que a parceria dele com o Jaime Bibas em primeiro lugar foi a publicação de um livro de poesias e pinturas chamado "Hora do Ofício" (1992, Fadesp), que reunia a obra literária de Matos e o traço de Bibas. A dupla também compôs o disco "Dizeres", que contou também com a participação de Sirotheau. Emocionado, o escritor e compositor publicou nas redes sociais um poema em homenagem ao amigo que partiu: "Bibas/ Por ti terias esperado/ A passagem da Santa/ Mas Ela te queria antes/ Antes que fosses/ Ao Seu encontro/ Ela veio ao teu, meu amigo/ São esses amores/ Segredados em silêncio/ Os amores verdadeiros/ Versos, traços são línguas/ Cifradas de amanheceres/ Cumplicidades sagradas/ A Santa veio te buscar/ Para saíres em cortejo/ Ao lado d'Ela, inseparáveis."

 

Cultura
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