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Renato e Seus Blue Caps traz turnê de sucessos históricos a Belém

Prestes a subir ao palco do Teatro Margarida Schivasappa, o grupo liderado por Cid Chaves revive seis décadas de clássicos que moldaram o rock nacional

Bruna Dias Merabet
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A banda Renato e Seus Blue Caps desembarca em Belém nos dias 29 e 30 de agosto para duas apresentações no Teatro Margarida Schivasappa. Em celebração aos 61 anos da Jovem Guarda, o grupo, reconhecido como a banda de rock em atividade mais antiga do mundo, segue em turnê com seus maiores sucessos.

Criada em 1959 por Renato Barros sob o nome “Bacaninhas do Rock da Piedade”, a formação conquistou o país após projeção no rádio e na televisão, tornando-se um dos pilares do movimento que marcou a história da música brasileira. Atualmente, a banda é formada por Cid Chaves, Darci Velasco, Bruno Sanson, Chi Lenno e Fabrício Motta.

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“Celebrar mais de seis décadas não é mole. Confesso que eu não me ligo muito nos números, não penso muito. Todas as vezes que eu penso levo um susto, porque pra mim a coisa de estar na estrada sem nunca ter parado. A gente sempre teve como principal meta fazer o nosso público ficar feliz, sair do show feliz, que é a coisa que a gente mais gosta de fazer. Estar recebendo essa energia, essa troca, a gente vai sempre tendo a possibilidade de ter na plateia uma pessoa que está indo com o pai ou com o irmão mais velho, em todas as décadas que foram passando sempre tem uma pessoa que está chegando, pra gente isso aí tem sido muito legal”, conta Cid Chaves.

Com uma trajetória consolidada por discos de grande sucesso e clássicos que atravessam gerações, a banda passou por um momento de transição após o falecimento de seu fundador, Renato Barros, em 2020. Sob a liderança de Cid Chaves, o grupo deu continuidade à sua história preservando a essência que o consagrou, mantendo vivo um dos pilares do rock nacional.

“Sempre tivemos muita gente passando por aqui, várias formações. Eu tive o privilégio desde que entrei, ali no 63 para 64, eu nunca saí. Com o Renato, juntos, tivemos vários colegas que passaram, aqui era uma escola que se fazia também uma faculdade, o Tremendão já foi, o Blue Cap, o Michael Sullivan, mas muita gente passou por aqui e depois migrou para ser dirigente de gravadora ou fazer outro tipo de trabalho. Mas eu desde que entrei sempre junto com o Renato. O impacto da partida do Renato, como ele mesmo disse que a vida segue, mas a mim impactou muito, e eu pensei que realmente a história parava, mas aí conversando com as filhas dele, foi sugerido que continuasse. Nós estávamos no período da pandemia, o impacto para mim só não foi maior por isso, porque a gente estava com a agenda parada. Conversamos, e eu na época citei para elas que eu ficaria, desde que os nossos patrões sinalizassem algo positivo, que é o nosso público e veio logo uma resposta muito forte das pessoas falando para continuar”, relembra Cid.

Ao longo das décadas, o Renato e Seus Blue Caps consolidou um legado atemporal, e em Belém o carinho do público não é diferente. Cid Chaves destaca que a banda promete uma entrega total no palco, ressaltando que o grupo ainda vive a expectativa de cada apresentação e sente o mesmo frio na barriga dos primeiros anos de carreira.

“Estou me sentindo, como se fosse chegando em Belém pela primeira vez. Tenho certeza que todos da banda estão só com uma ideia, de fazer o melhor para que possamos sair daí com novos amigos e que as pessoas possam sair do show felizes e contentes. O melhor show do mundo é aquele em que as pessoas saem felizes. Estamos ansiosos, ansiedade máxima, principalmente minha, de estar de novo em Belém, estar de novo revendo muitos e muitos amigos e sempre na expectativa de sair com novos amigos, que pode ser de zero a cem anos, está tudo certo”, finaliza Cid Chaves.

Agende-se

Datas:  29 e 30 de agosto 
Horários: sábado às 20h30 e domingo às 19h 
Local Teatro Margarida Schivasappa - Av. Gentil Bittencourt, 650 - Batista Campos,

 

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