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Liège lança 'Lava', single inédito do novo álbum

O paulistano Daniel Yorubá divide o vocal e a autoria da música com a cantora paraense.

Enize Vidigal

A nova música autoral da cantora paraense Liège, feita em parceria com o cantor paulistano Daniel Yorubá, “Lava”, chega nesta sexta-feira, 3, em todas as plataformas de streaming acompanhada de videoclipe, no canal do Youtube “Liège Música”. O single pop dançante de letra romântica faz alusão à ilha de Mosqueiro, reafirmando as raízes da artista. O trabalho é a prévia do primeiro álbum de Liège, “Ecdise”, produzido pelo DJ Duh e contemplado pelo Edital do Natura Musical.

Ela iniciou a carreira há 16 anos, cantando em bares de Belém. Depois se apresentou pelo Brasil e Estados Unidos, fixou residência em São Paulo e percorreu importantes festivais da cena autoral brasileira, como Se Rasgum (PA), Casa do Mancha (SP) e Circuito Sesc de Cultura (SP). Começou a compor há 7 anos. “Esse tempo todo levei como amadurecimento, produzindo pequenos trabalhos, singles e EPs, para fazer o trabalho circular, amadurecer, até conseguir um edital para o meu disco”, recorda.

Ouça "Lava" aqui a partir da sexta-feira, 3. 

“Lava” conta uma história de amor que se passa em Mosqueiro, sob a perspectiva de um casal, em um pop dançante embalado por afrobeats. A canção foi resultado do encontro musical de Liège e Daniel, que foram apresentados pelo DJ Duh. A parceria se deu na esfera virtual, pelo Whatsapp, até que os dois se encontrassem pessoalmente para gravar juntos, em duo, levou oito meses.

Imagens da gravação são usadas no videoclipe, que também conta a com animação da ilustradora paraense Amanda Gil e edição da paraense Thamires Nobre. Liège assina o roteiro do vídeo. “A animação reproduz Mosqueiro e o ambiente amoroso na ilha. Lava fala de uma tórrida paixão, do encantamento do início das relações, quando as pessoas querem mostrar o melhor para as outras”, descreve.

“Nosso amor derrama feito lava, pega fogo, mas não queima”, diz o refrão. “Lava fala de amor em tempos pandêmicos e é também uma forma de revolução”, reflete. “Essa canção revela uma das facetas do disco, trazendo a energia de novas composições, mais dançantes e ritmadas, pops”, completa.

Daniel Yorubá (Vitória Leona - Divulgação)

Sobre Daniel Yorubá, ele possui um trabalho marcado pela mistura da MPB com ritmos africanos, reggae, hip hop e pop. “Daniel trouxe seu axé, sua cadência e timbre que encaixaram perfeitamente pro clima da música, pro que ela pedia. Ele captou imediatamente quem era a mulher, a parceira dele na música e compôs o verso dele lindamente. Fechamos juntos a imagem dessa mulher potente no amor e na vida”, comenta Liège.

Álbum "Ecdise"

O significado de ecdise é a renovação da pele, da carcaça ou do exoesqueleto de algumas espécies de animais, como a cobra, que representa uma mudança profunda, por vezes, dolorosa, que consolida o início de um novo ciclo de crescimento. Portanto, o álbum consolida uma nova fase da trajetória da artista.

“O disco traz uma Liège amadurecida. Busquei trabalhar a sonoridade do disco, o que queria comunicar. Estou no lugar que me permite fazer a mistura dos ritmos da minha ancestralidade afroamazônica com o World Music, onde eu não perdesse a minha conexão com o meu sotaque e alguns ritmos. É um trabalho mais pop e mais universal do que os anteriores, mas que fala de todos os atravessamentos de uma artista da Amazônia”, descreve.

“É uma nova pele que foi sendo trocada durante a construção do disco”, explica. Liège reafirma as influências e mergulha na própria musicalidade, passeando pelas tardes na rádio-poste em que a mãe trabalhava em Mosqueiro, à beira do rio, as mandingas a que as mulheres do Norte são apegadas e protegidas, as noites nos barzinhos, os primeiros passos na música autoral, mas também a mulher que atravessou os Estados Unidos cantando e tocando sozinha pela primeira vez.

O álbum de 10 faixas tinha a previsão inicial de lançamento em março, mas foi adiado devido à pandemia pela Covid-19. Agora, a divulgação será paulatina, com quatro faixas com clipes sendo lançadas em intervalos de dois meses. O lançamento da integralidade do trabalho ainda não tem data marcada.

“A gente decidiu ir revelando o disco aos poucos por causa dessa questão da pandemia. A ideia é que, dessa maneira, a gente consiga trazer um pouco de alento às pessoas, comunicando boas coisas através da arte, do meu trabalho”.

Liège observa que, apesar das dificuldades impostas pela crise sanitária, a internet tornou-se o principal meio de interação entre o público, o que, com mais disponibilidade de tempo em casa, tende a expandir a música feita no Pará, conquistando novos nichos de mercado.

 “É um momento politicamente delicado, mas que revela novas respectivas da arte produzida no Pará. Esse é um momento importante para comunicar que no norte existem muitos artistas talentosos que merecem ser reconhecidos e ouvidos”.

No álbum, Liège reafirma as influências e mergulha na própria musicalidade, passeando pelas tardes na rádio-poste em que a mãe trabalhava em Mosqueiro, à beira do rio, as mandingas a que as mulheres do Norte são apegadas e protegidas, as noites nos barzinhos, os primeiros passos na música autoral, mas também a mulher que atravessou os Estados Unidos cantando e tocando sozinha pela primeira vez.

“A minha expectativa é estar dentro do contexto da música popular brasileira trazendo a sonoridade do Norte do país por uma artista nova para o Brasil, trazendo a experiência, a musicalidade que alcancei durante todos esses anos para alcançar mais pessoas.

 

Música
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