Leo Russo lança samba em homenagem a Beth Carvalho, que completaria 80 anos
A canção estava pronta desde 2013, quando a artista participou do primeiro álbum de Leo Russo
No dia 5 de maio, data que marca o aniversário de 80 anos de Beth Carvalho, o cantor e compositor Leo Russo lança o samba inédito “Obrigado, Beth Carvalho”. A obra surge como um registro de memória e gratidão à artista, que apadrinhou Leo no início de sua trajetória, estabelecendo uma relação de parceria e aprendizado ao longo dos anos.
A faixa possui uma origem específica, tendo sido composta em 2013 após a participação de Beth Carvalho no álbum de estreia de Leo Russo. Na ocasião, a cantora gravou a música “Tudo Isso e Muito Mais” diretamente de um quarto de hospital, onde estava internada. O episódio motivou a criação desta nova composição, que agora chega ao público como uma homenagem ao vínculo entre os dois artistas.
“Essa música é, antes de tudo, um agradecimento. A Beth participou do meu primeiro CD num momento muito delicado, e isso diz muito sobre quem ela era. Quando eu fiz essa canção, foi logo depois dessa gravação. Eu queria agradecer por tudo”, conta Leo Russo.
“Obrigado, Beth Carvalho” foi composta nesse contexto. Escrita após a gravação com Beth, a música ficou inédita por anos e agora chega ao estúdio com arranjo e participação especial de Rildo Hora, parceiro de longa data da cantora e também presente na trajetória de Leo Russo. Completam a gravação Luís Filipe de Lima (violões), Alceu Maia (cavaquinho e banjo) e Pedrinho Ferreira (percussões).
A letra costura referências ao universo de Beth Carvalho, reunindo o Cacique de Ramos, o Botafogo, a Mangueira, além de nomes como Nelson Cavaquinho e Garrincha. Mais que citações, esses elementos ajudam a construir um retrato da artista, marcada pela conexão entre tradição e cultura popular.
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Há também uma camada mais íntima. Leo Russo chegou a cantar a composição para Beth ainda em vida, em seu apartamento. A reação da cantora, que se emocionou ao ouvir a música, se torna, retrospectivamente, parte da própria obra.
“Eu cantei essa música pra ela no apartamento dela. Ela mesma filmou, como sempre fazia, e ficou muito emocionada. Chorou depois que eu terminei. Foi um momento muito forte pra mim! Na hora de compor, fiz questão de trazer coisas que eram muito dela, como o Cacique, o nosso Botafogo, a Mangueira, o Nelson Cavaquinho, o Garrincha. É um jeito de mostrar quem ela era, o que ela amava”, finaliza Leo.
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