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Karen Tavares lança o álbum 'Mandou Chamar'

A cantora paraense exalta os batuques de ritmos afroamazônicos.

Enize Vidigal O Liberal

A cantora paraense Karen Tavares lança o primeiro álbum “Mandou Chamar”, nesta sexta-feira, 9, em todas as plataformas digitais. Em 11 faixas inéditas de compositores paraenses, a intérprete mergulha nos ritmos brasileiros e também amazônicos de influências afro e indígenas, como samba de roda, salsa, carimbó e lundu, e se aprofunda na mistura de batuques de influências exteriores, como marambiré, jongo, aguerê e pilón. No próximo dia 16 de julho, a Mostra Sesc de Cultura exibe o show de lançamento de “Mandou Chamar”, já gravado, no site do Sesc.

“Mandou Chamar” inaugura a nova fase da carreira e da vida da artista, que, em 2016, se identificou com o terreiro Tambor de Mina e abraçou “o chamado” como mãe de santo e a inspiração para uma nova identidade artística. Antes disso, Karen interpretou samba e carimbó, por 15 anos.

Ouça aqui.

O projeto reúne músicas de compositores nortistas em consonância com os tambores genuínos da Amazônia e também com a vivência do terreiro, seja por meio de histórias, preceitos, devoções ou toques, para celebrar os orixás, os encantados e a natureza.

A faixa-título (Alan Carvalho e de Dudu Neves) inspirou a cantora a elaborar o projeto do álbum: “O santo ‘Mandou Chamar’ para a beira do mar, porque foi um chamado que recebi de espiritualidade e de autoconhecimento. Mandou chamar, cheguei”, descreve. O single originalmente gravado em marabaixo, em 2019, ganhou um videoclipe na época com direção Marcelo Lelis. Já no novo álbum, ganhou novo arranjo no ritmo de salsa.

O disco foi lançado em etapas, começando por um primeiro EP, em março; seguido do segundo EP visual, com um videoclipe reunindo três músicas – “Encantaria”, “Negro Sol” e “Barreira do Mar” –, publicado no Youtube em maio; e, agora, o álbum completo. “Está muito rico de ritmos, traz uma mistura que cria um enredo de um disco inteiro, grande. Estou muito feliz com esse trabalho e pelo fato de ter complementado com um trabalho virtual, que, para mim, é uma pesquisa e expressão autoral de batuques”.

A faixa de abertura do disco, “Suíte para Iemanjá” (Carla Cabral e Diego Xavier), apresenta Karen como filha da rainha do mar. Outras músicas de destaque são “Rainhas Iorubás” (Andrey Alves), gravada só com tambores; “Encantaria” (André Nascimento e Jonas Santos); e “Ogum Brasil” (Marcelo Ramos e Carla Cabral) com tambor d’água.

O EP visual reforça o poder dos ritmos amazônicos com imagens gravadas em dois igarapés das ilhas do Outeiro e Mosqueiro, e também na ilha do Combu e na praia do Maraú. A direção foi de Marcelo Lelis e a produção artística de Andrey Alves, de O Boto Produções.

O álbum tem direção artística e produção executiva de Carla Cabral e direção musical de Diego Xavier, que também assumiu violão, cavaco e bandolim acompanhado de Kleber Benigno na percussão. “Mandou Chamar” tem as participações especiais de Jade Guilhon (violino e viola), Tiago Amaral (clarinete), Nazaco Gomes (tambor d’água), Igor Nicolai (flauta), Marcelo Amaro (trio de congas) e Melina Fôro e Lorena Monteiro (coro).

O álbum foi gravado sob a direção de Thiago Albuquerque; a mixagem e a masterização foram de Assis Figueiredo. “Mandou Chamar” foi produzido de forma independente com produção fonográfica e distribuição da Na Music.

Música
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