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Grupo Kuatá de Carimbó lança novo álbum após dois anos

Grupo natural de Alter do Chão já tocou em São Paulo e no Rio de Janeiro

O Liberal

Após dois anos sem lives ou apresentações, o grupo Kuatá de Carimbó lança hoje (30) o novo álbum "De cabôco pra cabôco" nas principais plataformas digitais. Com mais de uma década de existência, o grupo apresenta nove faixas com produção de Boro/Alter do Som. O grupo é formado por Hermes Caldeira (banjo/voz), Rudá Nóbrega (banjo/voz/curimbó), Edelson Borari (curimbó/maracas), Erik Erlan (curimbó/caixa) Sérgio Corrêa (sax) e Luiz Manoel (maracas).

“Nossa trajetória está sendo muito bonita e bacana. A história do Kuatá é uma história de jovens filhos de músicos e não músicos também, aqui de Alter do Chão, que resolveram fazer um grupo de carimbó. No começo por lazer e brincadeira, e depois virou coisa séria”, destacou o vocalista Hermes Caldeira.

Das nove canções, cinco já faziam parte do repertório do Kuatá nos shows presenciais. Outras quatro, “Abrindo a Palheira”, “Segredo do Igapó”, “Marambiré do Kuatá” e “Carimbó da Arraia” estão sendo apresentadas ao público pela primeira vez. A música “Segredo do Igapó” é uma composição de Ruda Nóbrega, que está na França e enviou sua participação de lá, vocal e percussão. Confira mais detalhes no "faixa a faixa".

Esse álbum pretende mostrar o novo momento do Kuatá, que possui experiência em palcos de Alter do Chão, Santarém, São Paulo e Rio de Janeiro. O grupo resolveu focar na qualidade musical de estúdio trazendo, gravação e mixagem de Júlio Tapará e masterização de Gustavo Lenza. O álbum foi um dos projetos contemplados pela Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural do Pará.

A Vila de Alter do Chão, na Amazônia paraense, tem vivido um período intenso de registro e disseminação de sua cultura pelos meios digitais. o projeto do Mestre Hermes Caldeira e seu grupo Kuatá de Carimbó é aguardado com grande expectativa, já que eles não fizeram lives ou apresentações nos últimos dois anos.

“Acredito que a história do Kuatá é muito bacana, porque é um grupo que conseguiu apesar da desvalorização musical e cultural na nossa região é um grupo que está conseguindo se manter, apesar da pandemia. É um grupo forte. Graças a Deus, a gente não tem uma única atividade, como o carimbó. Cada integrante tem uma atividade diferente”, ressalta o mestre Hermes.             

O Kuatá traz composições com o compasso acelerado em relação aos outros grupos de carimbó da região, a voz potente de Hermes Caldeira, e as letras sobre cotidiano da vida cabocla dos integrantes. “O que une o Kuatá é o carimbó. O que nos une é o carimbó”, aponta Hermes.

Quase todos os integrantes do Kuatá cresceram juntos às margens do Tapajós. O grupo participou ativamente do movimento de revitalização do Carimbó, tombado como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em 2014. 

“Nosso álbum vem para valorizar as vivências da gente da terra e contar nossas histórias reais”, diz Hermes Caldeira. “Minhas letras também têm uma herança do querido Magnólio, um arte-educador com quem tive a honra de trabalhar no Projeto Saúde e Alegria, e que me ensinou a fazer educação ambiental por meio da música. Isso está muito presente em todo o meu trabalho, quando falo do cupuaçu, da palheira, dos peixes da nossa região, é também uma forma de passar informação”.

Música
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