Banda paraense Noturna é semifinalista em concurso nacional

Vencedora do concurso do 5º EDP Live Bands gravará um disco e tocará no NOS Alive em Portugal

Vito Gemaque

Com um pouco mais de um ano de existência a banda de rock paraense Noturna já poderá participar de um internacional e gravar um álbum em Portugal. Tudo dependerá da classificação da banda na 5ª edição do Concurso EDP Live Bands.

O grupo paraense formado pelos jovens Jheni Cohen (vocal), 21 anos, Raphael Bezerra (guitarra), 21, Marcello Athayde (baixo), 22, e Rayssa Tiger (bateria), 27, está na semifinal do EDP Live Bands.

O vencedor do concurso gravará um álbum por uma grande gravadora e participará do no NOS Alive em Portugal, um dos maiores festivais da Europa. A Noturna é a única representante do Norte do Brasil na semifinal que será definida por votação popular até o próximo domingo, dia 7, pelo site (edplivebands.edp.com).

“A gente está muito feliz por representar toda a região Norte. Estamos muito honrados e queremos visibilizar o rock regional que merece ser reconhecido”, declarou a vocalista Jheni Cohen.

Nesta etapa o grupo concorre contra 51 bandas de 13 Estados brasileiros e Distrito Federal. A Noturna já conseguiu ser selecionada por um júri que avaliou 1051 bandas inscritas, que levou em consideração critérios como a originalidade, a qualidade técnica e musical.

Se passar pela seleção da semifinal, a Noturna tocará em São Paulo com outras cinco bandas na final em data ainda a ser definida, e os jurados escolherão o vencedor.

O anúncio das seis finalistas acontece no dia 9 de junho. “A gente vai tocar duas músicas originais para o júri especializado, uma das músicas precisa ser a faixa inscrita no concurso, que foi ‘Utopias Reais’ e a segunda será da fase Procura”, adiantou.

A Noturna já é a banda mais votada das semifinais. A vocalista Jheni Cohen ficou surpresa com a banda, que ainda é nova, ser selecionada e ter recebido um amplo apoio de fãs. “A gente ficou muito surpreso, rolou uma grande mobilização, fizemos um grupo no Whatsapp com fãs, e acabou sendo alcançado outros públicos. Tivemos um aumento de pessoas procurando a gente no Spotify e no Youtube. Independentemente do resultado já estão espalhando a nossa música por Belém e pelo mundo”, afirmou.

A banda que tem várias influências como uma fusão de rock e pop surgiu de maneira peculiar. Os integrantes se conheceram pelas redes sociais. Todos tinham planos de criar uma banda autoral, mas não se conheciam.

“Cada um tinha o seu projeto individual, mas a gente se conheceu através do Twitter. Sempre tivemos esse interesse em comum eu e o Raphael, o Raphael falou sobre querer ter uma banda e eu fiz um tweet sobre isso, o Marcelo viu e respondeu o interesse. A gente não tinha bateria, usávamos um computador como bateria no fundo. No final do ano em dezembro, a Rayssa viu um stories nosso no Instagram, e começou a tocar com a gente. Primeiro como contratada, depois ela entrou na banda como membro oficial e deu super certo”, enfatizou.

De 2018 para cá, os paraenses já lançaram três singles, o primeiro EP Amargo e tocaram no Psica Festival, Garage Festival e participaram da Seletiva do Se Rasgum

“A gente começou o ano com a ideia de lançar o segundo EP, estruturando as músicas. O primeiro EP tem uma vibe mais para baixo, e neste segundo queremos fazer algo mais alto astral e para cima. Está em fase de produção, quando passar a pandemia e pudermos nos encontrar para gravar”, adiantou a vocalista Jheni Cohen.

Música
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