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Ayrton Gomes comanda maratona no I Festival de Carimbó Estação Capanema

Conhecido como o "Príncipe do Carimbó", o músico adianta faixas autorais de seu novo álbum em fim de semana dedicado à cultura popular

O Liberal

Neste fim de semana, dias 20 e 21 de junho, a cidade de Capanema, no nordeste paraense, vira o epicentro do ritmo ancestral com o I Festival de Carimbó Estação Capanema. Sediada no barracão da Associação da Marujada de São Sebastião de Capanema (AMSSCAP), a programação gratuita promete movimentar a região com grandes talentos da cultura popular. Entre os destaques do line-up, está o cantor, compositor e multi-instrumentista Ayrton Gomes, do grupo Unidos do Carimbó.

“A expectativa é reencontrar as lideranças do carimbó da região do Caeté, ou seja, os mestres e mestras da cultura popular, e também os músicos da nova geração. O carimbó é tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio cultural imaterial nacional. Nós, que somos da salvaguarda, temos a responsabilidade de manter viva essa tradição”, destaca Ayrton Gomes, precursor do movimento do carimbó de rua, que leva a música para os logradouros públicos de Capanema em apresentações cotidianas.

Ayrton Gomes promete uma festa com músicas autorais sobre lendas amazônicas e defesa ambiental em ritmo acelerado, extraídas do seu novo álbum “Ayrton Gomes, Príncipe do Carimbó”, a ser lançado. “Vamos apresentar o legítimo carimbó de pau e cordas”, antecipa. Ayrton vai assumir o vocal e o banjo, sendo acompanhado por Arthur Neves nas maracas e Sanderson Oliveira no curimbó, na formação clássica do Unidos do Carimbó em um power trio amazônico.

Ayrton Gomes aprendeu de forma autodidata a tocar guitarra, violão, baixo, teclado e bateria, instrumentos que se somaram ao banjo, curimbó, maracas e flauta doce. Depois, ele aprendeu violino e canto em oficinas. Aprendeu também a confecção artesanal de banjo, curimbó, maracas e reco-reco, que produz para comercialização, além de ministrar oficinas de música e de fabricação desses instrumentos.

A abertura do festival será marcada por atividades formativas voltadas à preservação da cultura local. No sábado (20), das 19h às 21h, a programação começa com a palestra “O chamado da rabeca”, que discutirá a salvaguarda da rabeca bragantina da Marujada. Já no domingo (21), os trabalhos começam cedo com uma oficina prática do instrumento, das 9h às 11h, seguida por uma roda de conversa sobre a salvaguarda do carimbó, das 11h às 12h.

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Os shows gratuitos serão das 12h às 19h, com a apresentação de vários grupos culturais de Capanema e de municípios vizinhos. Confira: Revelação do Zimba (Salinópolis), Raízes do Coremar (Salinópolis), Parceiros do Zimba (Marapanim), Beneditas Batuque (Bragança), Brasileirinhos (São Miguel do Guamá), Estação Carimbó (Capanema), Unidos do Carimbó (Capanema), Grupo de dança do carimbó Alegria Mirim (São João de Pirabas), Os Quentes da Madrugada (Santarém Novo) e Parazinho (Colares).

O evento é realizado pelo grupo de carimbó Estação Capanema, Capanema Criativa e Instituto Rede Cultura em Movimento (IRCEM), com o apoio da AMSSCAP e fomento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Ministério da Cultura e do Governo Federal.