Kleyton Silva lança ‘Cúmbia da Marilu’ para cultivar felicidade e laços no mundo

Single pode ser conferido nas plataformas digitais e anuncia todo um trabalho de pesquisa sobre sons que formam a identidade amazônica retratada na obra desse músico e compositor paraense

Eduardo Rocha
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Quem escuta uma música no gênero guitarrada se remete de imediato às paisagens da Amazônia, como uma viagem de barco ou uma boa festa dançante nas cidades da região, entre outras cenas. E isso se conserva no novo trabalho do músico e compositor paraense Kleyton Silva, a música “Cumbia da Marilu”, um feat com os amigos do projeto Lambada da Serpente, em uma conexão cultural Belém-Brasília. Esse trabalho acaba de ser lançado e pode ser conferido nas plataformas digitais, e, como projeto instrumental, evidencia um dos braços da pesquisa sobre ritmos amazônicos que Kleyton vem fazendo ao longo de 16 anos de trajetória artística.

“É um single, minha primeira composição instrumental na linguagem da guitarrada. Está ligada mais a uma expansão do meu processo de composição do que a uma guinada. Cada um dos projetos em que atuei e atuo - também sou vocalista no projeto da minha amiga Layse (Layse e os Sinceros) e no Clube da Guitarrada – realiza-me em termos de expressão artística de uma forma única e, no entanto, sempre há algo a ser dito de forma e intensidade diferentes, num tempo próprio. E eu senti essa urgência e busquei caminhos de dar vazão a esse sentir”, detalha Kleyton.

A conexão com o Lambada de Serpente (Brasília-DF) começou quando Ramiro Galas (ex-Forró Red Light) esteve em Belém para participar do Festival Sonido (promovido pelo Se Rasgum). “Quando Ramiro formou o projeto Lambada da Serpente, que trabalha com música eletrônico-percussiva, a gente já estava muito a fim de produzir um som juntos”, conta o compositor.

“Nós mesmos temos mais uma música pronta pra ser lançada em janeiro, com a banda Na Cuíra, uma cumbia também, chamada ‘Mergulho de Igarapé’, misturando nossas sonoridades e reafirmando nossa ligação com a latino América”, adianta Kleyton Silva.

Ele conta que a “Cumbia da Marilu”, ainda que seja uma canção instrumental, “celebra o amor por uma menina que ama balões, que sonha grande, que ama nos detalhes, que dança e busca leveza na vida”. “Uma cumbia que faça dançar corpo e alma, ainda que e, sobretudo, quando calejados” completa.

Até fevereiro próximo, Kleyton pretende fazer um show com o compositor sambista alagoano Zé Diogo, e busca atuar mais próximo do projeto Pandeiro Livre, do Mestre Douglas Dias. Kleyton vai trabalhar no segundo álbum do Baile do Mestre Cupijó, e a banda Na Cuíra deverá lançar, ainda neste mês de janeiro, um single em parceria com o Lambada de Serpente. “Meu projeto é me espalhar em música construindo felicidade e laços no mundo”, finaliza o compositor.

Na estrada

Kleyton Silva atua profissionalmente com a música desde 2009. Em 2012, ele conquistou o segundo lugar no Festival de Música Candanga da UnB (Finca), com a canção “Kararaô”. Como conta o próprio Kleyton, esse evento vira semente para a criação, com JP Cavalcante, em 2016, da banda Na Cuíra Pra Dançar (posteriormente transformada em banda Na Cuíra).

“Em 2017, atuei como backing vocal no show que comporia o documentário ‘Flor da Lua’, sobre Dona Onete. A participação nesse show gerou o convite para compor o projeto Tributo ao Mestre Cupijó, também em 2017. Com o Baile do Mestre Cupijó, além do show, cujas imagens compuseram o documentário ‘Mestre Cupijó e Seu Ritmo’ (2019), foram produzidos um audiovisual e um álbum daquela apresentação. No Baile, assumi os vocais, primeiramente com o JP Cavalcante, e posteriormente, com Carla Costa e Danilo Rosa.

A banda Na Cuíra, em 10 anos de estrada, se consolidou como um baile eminentemente amazônico, compreendendo e absorvendo o fato de que a Amazônia também é ponto de confluência de diversas expressões culturais, como diz Kleyton Silva. “Compreendemos e celebramos as contribuições da cultural nordestina e, também, dos irmãos em continente latino-americano”, frisa o compositor.

O projeto Baile do Mestre Cupijó, como explica Kleyton, é um tributo à vida e obra deste nome da cultura amazônica. É uma ação que se forjou a partir de Belém, idealizada pela cineasta Jorane Castro, sobrinha de Mestre Cupijó.

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