Festival Arte Breada dedicado ao carimbó amazônico é realizado em Belém
CAIXA Cultural Belém abre a temporada 2026 com espetáculos que celebram artistas dissidentes da Amazônia paraense com música, teatro, dança e mostra audiovisual.
A CAIXA Cultural Belém sedia, entre os dias 24 de janeiro e 1º de fevereiro, a primeira edição do "Amazônia Integrada: Festival Arte Breada", evento que celebra a potência dos corpos em movimento e a produção artística de criadores dissidentes da Amazônia paraense, tendo como base a pulsação do carimbó. Com apresentações sempre às 19h, a programação reúne teatro, dança, música, audiovisual e rodas de conversa. Patrocinado pela CAIXA e pelo Governo Federal, o festival integra a Semana da Visibilidade Trans e busca destacar o protagonismo de artistas LGBTQIAPN+ do Pará, promovendo um espaço de encontro, criação e reflexão. Segundo Lírio do Pará, organizadora e curadora do festival, o conceito de "estar breada" significa estar viva e em movimento, e o carimbó funciona como a energia que une três grupos paraenses dirigidos por pessoas trans, que pesquisam essa manifestação cultural para falar sobre identidades e abrir brechas na sociedade.
A abertura ocorre nos dias 24 e 25 de janeiro com a peça teatral "Abaeté", obra que investiga a experiência de uma pessoa não binária nas artes cênicas através de referências amazônicas e memórias afetivas entre Lírio do Pará e sua avó, Dona Sebastiana. O espetáculo utiliza performance, teatro documental e audiovisual, apresentando uma cenografia sensorial em formato corredor, que aproxima a plateia do intérprete por meio de sons e cheiros característicos da região. Na sequência, entre 27 e 28 de janeiro, o festival foca no audiovisual com exibições online e presenciais de produções de artistas dissidentes de gênero paraenses, seguidas de mesas de bate-papo com transmissão pelo Instagram da CAIXA Cultural Belém.
Nos dias 29 e 30 de janeiro, o grupo Yandê Transpará assume o palco com o espetáculo de dança "Encantos Amazônicos", que difunde a diversidade do carimbó por meio de um elenco composto por integrantes do Pará e de São Paulo, ampliando os diálogos entre ancestralidade e contemporaneidade. Já nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, a atração musical "Íris da Selva e os Pássaros Urbanos" encerra a programação misturando carimbó e sonoridades urbanas. O artista trans Íris da Selva, que já passou por festivais como Psica e Se Rasgum, destaca que participar de um evento na CAIXA Cultural é uma oportunidade de entregar um show autoral com alta qualidade técnica em uma estrutura de excelência.
Vale lembrar, que nos dias 27 e 28, às 15h, ocorrem as sessões extras de filmes online. A programação vai ser disponibilizada no Site da CAIXA Cultural.
Ainda terão interpretações em Libras no dia 24 da peça Abaeté; 27 na Mostra Audiovisual com debate; 29 no espetáculo de dança Encantos Amazônicos com grupo Yandê Transpará; e 31 no espetáculo musical Íris da Selva e Os Pássaros Urbanos.
Nos dias 24, 29 e 31 ocorrerá bate-papo com artistas após os espetáculos.
Ao integrar artistas independentes locais aos grandes circuitos, a CAIXA reafirma seu compromisso com a diversidade e a inserção regional. A programação marca o início da temporada de 2026 no teatro da CAIXA Cultural Belém e celebra os 165 anos da instituição. Como parte dessa comemoração, será oferecido o benefício de meia-entrada para todo o público, estendendo a todos os visitantes a vantagem que já é garantida aos clientes da CAIXA em eventos patrocinados.
Agende-se
De 24 de janeiro a 1º de fevereiro de 2026
Hora: 19h
Local: CAIXA Cultural Belém - Avenida Marechal Hermes, S/N - Armazém 6A - Reduto (Porto Futuro II), Belém
Horários de funcionamento CAIXA Cultural: terça a domingo, das 10h às 21h.
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