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Exposição na Estação das Docas celebra a Guarda de Nazaré

Mostra 'Luz e Fé: Guarda de Nazaré' reúne registros fotográficos e itens que fazem parte da história da instituição

Lucas Costa

O esquadrão de dois mil homens responsável por cuidar de todos os protocolos que envolvem a segurança da imagem de Nossa Senhora de Nazaré ao longo de todo o ano, ganha uma homenagem pela sua dedicação. A exposição “Luz e Fé: Guarda de Nazaré”, que reúne uma série de registros fotográficos e itens que fazem parte da história da instituição, ocupa os armazéns 1 e 2 da Estação das Docas até o dia 31 de outubro, com visitação totalmente gratuita.

A mostra reúne registros de Salim Wariss, Soraya Montanheiro e Bruno Nobre - fotógrafos da assessoria de comunicação da Guarda de Nazaré; e também trabalhos de outros fotógrafos convidados: Karina Martins, Celso Lobo, Fernando Sette, Osmarino Souza e Wagner Santana. Também estão na exposição itens como uniformes antigos da Guarda, remontando a história da instituição.

Soraya Montanheiro foi a curadora da mostra e fala do resultado após ver a montagem completa. “Foi incrível o resultado dessa exposição. Fiz a curadoria e nós tivemos a ideia de chamar os amigos fotógrafos aqui de Belém que trabalham no Círio e complementou de uma forma tão bonita a exposição, de uma riqueza de olhares. Então a gente vê como o Círio é aberto a todos”, diz.

De São Paulo, Soraya tem uma história especial de conexão com a Guarda de Nazaré, assim como sua devoção pela padroeira dos paraenses. Ela fotografou a festa dos paraenses pela primeira vez em 2012, e desde lá não parou mais. Foi em sua primeira viagem que conheceu a Guarda de Nazaré e logo se encantou pelo trabalho voluntário dos homens. Em 2018, Soraya lançou um livro de fotografias em homenagem ao grupo, intitulado “Guarda o Círio de Nazaré”.

Mostra faz homenagem a Guarda de Nazaré (Soraya Montanheiro/ Divulgação)

De volta a Belém para mais um Círio “diferente”, ela fala sobre a percepção de como o clima da cidade já mudou para a procissão deste ano. “Eu posso falar que eu cheguei de São Paulo e senti a cidade já bem diferente do ano passado. Parece que o sentimento do Círio voltou, então a alegria a gente vê no olhar,  a gente vê na movimentação, a energia já é outra”, descreve.

“Acredito que as pessoas não têm como esquecer do que cada família passou, para cada cidadão sua experiência na pandemia é única. Mas o importante é que é Círio outra vez. Isso acho que está muito impregnado no coração de cada paraense, e é um sentimento que eu tive assim que pisei aqui no aeroporto”, completa Soraya.

Pronta para ter imagens de mais um Círio de Nazaré, Soraya destaca que, mesmo com procissões parecidas com as de 2020, a energia é diferente.

“Eu acho que vai ser muito lindo para nós fotógrafos. Cada Círio é diferente, independente da pandemia ou não, e não tem como a gente saber o que vai ser. A gente fotografa com a alma, e no meu caso fotógrafo com muita devoção também a Nossa Senhora, e mais do que nunca também tenho uma gratidão eterna”, conta Soraya.

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