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Especialistas avaliam tendências do cinema e streaming; Líbero virtual oferece mais de 40 títulos

O Brasil é o segundo país no mundo que mais consome filmes e séries por streaming, em plataformas como Netflix, Amazon Prime e Globo Play, de acordo com uma pesquisa realizada pela empresa Finder, em 2021

Emanuele Corrêa

O Brasil é o segundo país no mundo que mais consome filmes e séries por streaming, em plataformas como Netflix, Amazon Prime e Globo Play, de acordo com uma pesquisa realizada e publicada pela empresa Finder, em 2021. A relação streaming x cinema foi reavaliada pela cineasta Jorane Castro e pela gerente do Cine Líbero Luxardo que, contam com exclusividade para a Redação Integrada de O Liberal, às tendências deste mercado audiovisual.

O Cine Líbero Luxardo é famoso por sua tradicional sala de cinema, com a capacidade para um público ocupando 88 lugares. Acompanhando as tendências, a "sala mais charmosa da cidade", também ganhou uma versão virtual. Em atividade desde o mês de junho deste ano, a sala virtual conta com mais de 40 títulos, que tiveram seus direitos de exibição adquiridos para fazer parte da sala virtual, cada título disponível por uma semana. Todos os filmes já passaram pela sala física.

A servidora Nádia Alves Monteiro da Silva, gerente do Cine Líbero Luxardo, diz que a plataforma é também uma estratégia para levar o público do ambiente digital ao presencial e vice e versa. Uma das estratégias que a indústria cinematográfica deveria adotar, segundo ela, seria a redução dos valores dos ingressos. "Uma boa estratégia para ser competitivo seria a diminuição dos preços, pois a experiência de assistir um filme num cinema é indescritível, e o alto custo dos ingressos acaba sendo proibitivo para uma grande parcela da população, tornando a opção do streaming mais atraente para elas", destacou.

"O próprio Líbero é um exemplo de qualidade de programação, espaço com preço acessível para todos. Mas isso não quer dizer que as salas de cinema vão deixar de existir, porque nelas há uma vivência coletiva de contemplação da arte", complementou comparando os serviços.

Questionada sobre a plataforma virtual do Líbero e a programação de seu catálogo de filmes - já que a sala está fora do circuito comercial -, Nádia reforçou que o diferencial é encontrar títulos que não seriam acessados facilmente, até mesmo em outras plataformas de streaming. "Títulos  de nacionalidades diversas, que muitas vezes não encontram janela de exibição no circuito comercial. A estratégia para atrair o público está na manutenção do ingresso com valor acessível, e as parcerias com coletivos como Cine Liso, Cena Nerd, Cine saúde e Sessão Maldita que promovem sessões gratuitas que ocorrem uma vez por mês. Ao entrar no streaming o nosso objetivo foi alcançar um público distante, romper as fronteiras e permitir a todos de forma gratuita acesso a uma programação de qualidade", constatou.

 

A divulgação conta com parceiros do cinema

Com o período eleitoral, o Cine Líbero fica limitado às suas divulgações, tanto da plataforma, quanto das sessões presenciais, por meio das redes sociais da Fundação e da própria sala. Alguns perfis como o "Vamos falar de cinema", no Instagram publica os catálogos de filmes que estarão nas sessões presenciais. Nádia afirma que este momento conta com o público que prestigia o Líbero. "Divulgação Boca a boca. O Líbero faz parte do dia a dia de muitas pessoas na capital. Existem parceiros, que ajudam nesta divulgação: 'Cena Nerd', 'Cine Liso', 'Portal Jambu', 'Vamos falar de cinema' e 'Belém Trânsito", arguiu.

Jobson Marinho, analista de comunicação é um grande frequentador do cinema em geral e do Cine Líbero Luxardo, mas revelou que a pandemia mudou o seu ritmo de consumo. O jovem ficou feliz ao saber que agora o Cine Líbero também possui uma sala virtual. "Tenho consumido mais serviços de streaming. Ia bastante antes da pandemia, mas acho que o tempo dos fechamentos, somado ao alto preço das sessões comerciais me afastou. O streaming se adapta à nossa rotina, muitos lançamentos acontecem diretamente por lá, dos mais variados gêneros, inclusive de excelentes produções nacionais. O streaming conquista também pela variedade de conteúdo além do cinema: as séries e reality shows. Esse último é o que eu mais tenho visto recentemente", comentou o analista.

Jorane Castro, cineasta e professora de bacharelado em cinema e audiovisual da Universidade Federal do Pará, analisa o cenário pandêmico e pondera sobre o crescimento do streaming nos últimos anos, devido ao isolamento social, mas aponta para uma mudança de cenário. "Muita gente ficava em casa, o streaming cresceu em número de assinantes e cresceu em número de plataformas. Temos muitas outras, além da Netflix. Com o 'fim' da pandemia, diminuiu o fenômeno, e aos poucos devido a questão econômica, muita gente está cancelando as assinaturas", pontuou.

Apesar da flutuação do cenário, a cineasta ainda sugere pensar que são dois conteúdos diferentes e que nenhum irá superar ou extinguir o outro, assim como um dia acharam que a TV eliminaria o cinema. "Por mais que muita gente jovem assista no celular, computador, tablet, o ato de ir ao cinema ainda é muito presente na nossa cultura e eu espero que permaneça. Porque eu acho que são experiências diferentes. Entre você assistir no seu telefone ou em casa e em uma sala de cinema. A tendência é que as duas plataformas sigam em paralelo", concluiu.

 

Serviço:

Cine Líbero virtual: confira aqui.

Para saber a programação do Cine Líbero presencial: @vamosfalardecinema7

 

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