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CINE NEWS

Por Marco Antônio Moreira

Coluna assinada pelo presidente da Associação dos Críticos de Cinema do Pará (ACCPA), membro-fundador da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e membro da Academia Paraense de Ciências (APC). Doutorando em Artes pelo PPGARTES/UFPA; Mestre em Artes pela UFPA. Professor de Cinema em várias instituições de ensino, coordenador-geral do Centro de Estudos Cinematográficos (CEC), crítico de cinema e pesquisador.

Dia internacional da dança

Marco Antônio Moreira

É tradição celebrar o dia internacional da dança no dia 29 de abril. O dia da dança (29/04) foi criado em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança (CID) da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A data foi escolhida como Dia Internacional da Dança em homenagem a data de nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), um mestre do balé francês. Esta data é uma referência para valorizar, lembrar e buscar informações sobre expressões artísticas que conseguiram manifestar a intensidade e beleza da dança. No cinema, a dança continuamente proporciona momentos inesquecíveis. Lembro-me de musicais de Hollywood que, nos anos 1940 e 1950, tiveram seu ápice com produções maravilhosas como Cantando na Chuva e Sinfonia de Paris. Fred Astaire e Gene Kelly encantaram os espectadores com coreografias extraordinárias. Os desenhos animados da Disney e posteriormente as animações da Pixar revitalizaram os musicais especialmente para o público infantil com divertidas cenas mesclando música e dança. O cinema brasileiro teve sucesso com as chanchadas da Atlântida, nos anos 1950, com Oscarito e Grande Otelo cantando e encantando gerações.

Nos anos 1960 houve sucessos do gênero em meio a profundas mudanças na produção e recepção do público. Filmes dos Beatles (Os Reis do Iê, Iê, Iê/Help), Julie Andrews (Mary Poppins) e Barbra Streisand (Funny Girl), entre outros, trouxeram reconhecimento dos espectadores. Nos anos 1970 outras propostas sobre o gênero tiveram relevo com adaptações modernas vinculadas a um período de mudanças na dança e o cinema como em Cabaret, Jesus Cristo Superstar, Tommy e The Rocky Horror Picture Show. A partir dos anos 1980 algumas tentativas para reestabelecer a estima dos musicais foram realizadas com menos veemência de produtoras e público, mas os fãs do gênero não deixaram de louvar novas produções.

Alguns cineastas apresentaram perspectivas opostas aos filmes clássicos com  final feliz dos musicais da época de ouro de Hollywood. O cineasta Lars Von Trier, entre outros cineastas, cunhou controvérsia em Dançando no Escuro com Bjork pela dramaticidade da história. Carlos Saura realizou filmes em sintonia criativa entre musica e dança com o coreógrafo Antonio Gades em Bodas de Ouro, Carmem e Amor Bruxo. Posteriormente, Saura filmou obras inspiradas utilizando a dança como meio de criação como em Salomé e Tango. Outro exemplo primoroso é do cineasta alemão Win Wenders em uma declaração de amor a dança por meio da obra de Pina Bausch em Pina.

Em homenagem ao dia internacional da dança recomendo aos leitores alguns filmes que merecem atenção para boas sessões de cinema em casa!

- Bodas de Sangue (1981), Carmem (1983) e Amor Bruxo (1986) de Carlos Saura.

- Amor, Sublime, Amor (1961) de Robert Wise. Com Natalie Wood.

- Os Guarda-chuvas do Amor (1966) de Jacques Demy. Com Catherine Hepburn.

O Picolino (1936) de Mark Sandrich. Com Fred Astaire e Ginger Rogers.
O Mágico de Oz (1939) de Victor Fleming. Com Judy Garland.
Um Dia em Nova Iorque (1949) de Gene Kelly e Stanley Donen. Com Gene Kelly, Frank Sinatra e Ann Miller.
Cantando na Chuva (1951) de Stanley Donen e Gene Kelly. Com Gene Kelly, Debbie Reynolds e Donald O´Connor.
Sinfonia de Paris (1951) de Vincent Minelli. Com Gene Kelly e Leslie Caron.
Nasce uma Estrela (1954)  de George Cukor. Com Judy Garland e James Mason
Meias de Seda (1957) de Rouben Mamoulian com Fred Astaire, Cyd Charisse, Peter Lorre.
A Noviça Rebelde (1965) de Robert Wise. Com Julie Andrews e Christopher Plummer.
Cabaret (1971) de Bob Fosse. Com Liza Minelli, Michael York e Joel Grey.
Jesus Cristo Superstar (1973) de Norman Jewison. Com Ted Neeley, Carl Anderson e Yvone Elliman.
Hair (1979) de Milos Forman. Com Treat Williams, John Savage e Berverly D´Angelo.
All That Jazz - O Show deve Continuar (1979) de Bob Fosse. Com Roy Scheider e Jessica Lange.
Fama (1980) de Alar Parker. Com Irene Cara.
Pina (2001) de Win Wenders.
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