Narrativas do Pará ganham protagonismo em festival internacional de documentário musical
Trajetórias de Dona Onete e Ruy Barata, além do movimento punk paraense, ganham as telas de São Paulo entre os dias 17 e 28 de junho; confira a programação completa de exibições gratuitas do In-Edit
O Pará será um dos grandes protagonistas da 18ª edição do In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical, realizado em São Paulo entre os dias 17 e 28 de junho. O evento reúne produções inéditas dedicadas a biografias, movimentos e sonoridades que moldaram a identidade musical do país.
Entre os títulos mais aguardados está "Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui", documentário que mergulha na trajetória da cantora, compositora e ícone da cultura amazônica. A obra resgata suas origens como professora e militante sindical até sua consagração nos palcos internacionais. O longa traz ainda depoimentos e participações de nomes como Gaby Amarantos, Jaloo e Manoel Cordeiro, evidenciando a força criativa que brota do Norte e sua forte influência na cena contemporânea.
A obra terá três exibições ao longo do festival. A primeira sessão acontece nesta quinta-feira (18), às 18h30, na Cinemateca Brasileira, e contará com a presença da diretora Mini Kerti. No sábado (20), o filme será exibido às 19h30, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na Sala Spcine Paulo Emílio. Fechando a programação, o documentário ganha nova projeção na outra quinta-feira (25), às 14h, no Spcine Olido.
Outra produção de relevância na mostra é "Nativo", documentário dedicado ao legado de Ruy Barata, uma das mentes mais brilhantes da cultura paraense. Poeta, compositor, professor, advogado e político, Barata teve suas letras eternizadas nas vozes de intérpretes como Fafá de Belém, Maria Rita, Zeca Pagodinho, Zeca Baleiro, Leila Pinheiro e Mônica Salmaso. O longa investiga suas facetas artística, intelectual e boêmia, revelando a real dimensão de sua herança para o país.
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O documentário contará com duas exibições abertas ao público. A primeira sessão será realizada no domingo, dia 21 de junho, às 15h, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na Sala Spcine Paulo Emílio. Na sequência, o filme ganha nova exibição na terça-feira, 23 de junho, às 18h30, no Cinesesc.
Mudando o compasso, "Gritos de Agonia – Uma História do Movimento Punk Hardcore em Belém do Pará" joga luz sobre uma vertente pouco explorada da capital. Por meio de depoimentos e arquivos históricos inéditos, a obra reconstrói mais de quatro décadas do movimento underground local, mostrando como o som pesado funcionou como ferramenta de resistência e identidade para sucessivas gerações.
A produção contará com três exibições ao longo do festival, sendo duas delas enriquecidas com debates. O circuito começa nesta sexta-feira, dia 19 de junho, às 17h30, na Matilha Cultural, em uma sessão especial que contará com a presença do diretor Márcio Crux. No domingo (21), o documentário será exibido às 15h, na Cinemateca Brasileira, contando novamente com a participação do cineasta para um papo com o público. Fechando a programação, o longa ganha nova projeção na quinta-feira (25), também às 15h, no Centro Cultural São Paulo (CCSP), na Sala Spcine Paulo Emílio.
Para quem deseja acompanhar as exibições presenciais, o acesso às salas de cinema é totalmente gratuito, com exceção das sessões realizadas no Cinesesc, que terão ingressos no valor de R$ 10, vale destacar que a sessão de abertura neste espaço não será cobrada. As entradas gratuitas para todo o circuito, incluindo a noite de abertura, devem ser retiradas diretamente nas bilheterias de cada sala com uma hora de antecedência, ficando a liberação dos assentos sujeita à lotação dos espaços.
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