Almodóvar estreia "Dor e Glória", drama autobiográfico com Banderas e Cruz

A narrativa autobiográfica encerra uma trilogia que inclui "A Lei do Desejo", de 1987, e "Má Educação", de 2004.

Reuters

O cineasta Pedro Almodóvar, vencedor do Oscar, estreou seu drama biográfico "Dor e glória" em Madri nesta quarta-feira, reunindo os atores Penélope Cruz e Antonio Banderas, que alcançaram o estrelato em Hollywood após protagonizarem filmes do diretor.

A narrativa autobiográfica, na qual Banderas interpreta o alter ego atormentado de Almodóvar, e Cruz sua mãe à época de sua juventude, encerra uma trilogia que inclui "A Lei do Desejo", de 1987, e "Má Educação", de 2004.

Assista o trailer:

;

O roteirista e diretor de 69 anos, cujos filmes costumam utilizar tramas não lineares e contar com personagens homo e transexuais, retorna ao circuito cinematográfico após um hiato de três anos em 22 de março, quando seu 21º filme será lançado na Espanha.

As datas de lançamento no restante da Europa e nos Estados Unidos ainda não foram confirmadas, disse à Reuters a empresa produtora de Almodóvar, El Deseo.

"Foi um alívio, mas pode ser algo perigoso brincar com sua própria vida e transformá-la em ficção", disse Almodóvar sobre a produção do filme, enquanto passava pelo tapete vermelho antes da exibição.

Banderas, de 58 anos, e Cruz, de 44, já haviam contracenado juntos em 2013, na comédia excêntrica "Os Amantes Passageiros", do próprio Almodóvar, que recebeu críticas mistas.

A trama de "Dor e Glória" foca em vários estágios da vida de um diretor de cinema, a relação com sua mãe, os romances, e o sofrimento emocional de não saber se seria capaz de continuar dirigindo filmes.

Cinema