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Marília Mendonça fazia vídeo-chamada e conversava direto com membros de fã-clubes paraenses

Cantora fazia parte de um grupo de Whatsapp com representantes de fã-clubes de todo o Brasil

Vito Gemaque

Uma das características de Marília Mendonça (26) era a relação de carinho com os fãs. A cantora conhecida como a rainha da sofrência faleceu em um trágico acidente de avião na tarde desta sexta-feira (05). Além de receber os fãs no camarim e sempre estar disponível para conversas e fotos, Marília mantinha contato direto com os membros de fã-clubes em um grupo de Whatsapp. No último ano, sem poder encontrar com o público por causa da pandemia, a artista fazia vídeos-chamadas surpresas para os presidentes de fã-clubes do Brasil.

O presidente do fã-clube "Paraenses da Marília" o bancário Kaik Costa, de 28 anos, recebeu uma dessas ligações por vídeo-chamada no ano passado. "Foi surpresa mesmo, ela me ligou de um número que não era o dela. Foi bem no meio daquela pandemia mesmo, onde a gente não poderia sair e fazer nada. Ela ligou em torno de três horas da tarde, quando eu atendi tomei um choque. Ela pediu para eu tomar um copo de cerveja com ela", relembra Kaik, que interrompe a entrevista emocionado. "É muito difícil. Começam a vir as lembranças de tudo o que a gente viveu", fala.

Marília Mendonça fez uma vídeo-chamada surpresa com Kaik Costa durante a pandemia. (Arquivo Pessoal)

Kaik era o representante dos fã-clubes paraenses que tinha contato direto com a artista por meio de um grupo de Whatsapp. Ele lembra das coisas que fez para ver shows e encontrar com a ídola. "Eu estava em Belém quando ia ter um show em Dom Eliseu. Eu fui daqui para lá ver o show. Quando cheguei ela me reconheceu, me deu um abraço e falou 'nossa veio de Belém para Dom Eliseu, quase chegando no Maranhão para ver o meu show?!'", relembra.

O rapaz foi o responsável por desvendar o enigma sobre qual seria a primeira cidade a receber um show do projeto "Todos os cantos". Kaik descobriu que a capital escolhida era Belém. Ele foi inclusive entrevistado para o documentário do Globoplay.

Os fã-clubes paraenses estiveram presentes no último show de Marília Mendonça no Pará em Barcarena durante 39º Festival do Abacaxi. "Ela brincava com a gente no show, ela ria com a gente, chamava pelo nosso nome, era a despedida para a gente em 2019", conta Kaik.

Esse carinho especial é o maior legado de Marília Mendonça para Kaik. "O legado que ela deixa é de amor por todos os fãs. O carinho e o jeito que ela tratava a gente... Era uma artista que dava tapa pelo fã. Ela merece todo esse amor e carinho", assegura.

Um dos organizadores do Fã Clube “Amantes de Marília Mendonça” Denis Silva, de 22 anos, ficou devastado com a morte da cantora. Ele não teve a possibilidade de encontrar pessoalmente com a sertaneja. Denis aguardava que o momento ocorresse no próximo ano quando a artista entraria em nova turnê com o show das Patroas 35%, projeto conjunto com Maiara & Maraisa.

Ele pretende guardar para sempre uma toalha que conseguiu no último show da diva no Hangar em 2019 das mãos da cantora. "Nesse dia, ela ia descer do palco, mas como ela estava grávida não deixaram e um produtor desceu para entregar uma dose de whisky para a gente beber na frente dela", rememora. 

“É uma coisa inexplicável. São tantas coisas que já passei por conta dela, que já fiz por ela. Sempre vou lembrar dos eventos que eu ia para ver ela ao vivo. Olhava e admirava a Marília cantando. Ela tinha músicas de coisas que a gente passa durante a vida. Admiro ela como pessoa e artista. Ela era muito acessível, humilde e extrovertida. Sempre vou admirar para sempre”, lamenta.

Celebridades
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