Juiz determina perícia em ação de R$ 100 mil contra Junior e Xororó
Batalha envolve o proprietário de um imóvel e multa rescisória
A disputa judicial entre o empresário Décio Yoshimoto e o músico Junior Lima, que também envolve seus pais, Xororó e Noely, como fiadores, ganhou novos e decisivos desdobramentos recentemente. Segundo informações exclusivas obtidas pela coluna de Fábia Oliveira, uma decisão judicial proferida em 9 de fevereiro determinou a realização de uma perícia técnica em engenharia civil para sanar os pontos de conflito que travam o processo.
A batalha judicial começou quando Junior rescindiu o contrato de locação de um imóvel antes do prazo acordado, alegando que ele era inabitável devido à presença de umidade e bolor persistentes, condições que seriam prejudiciais à saúde de sua família.
Em sua defesa perante a Justiça, o trio sustenta que a multa contratual exigida por Yoshimoto pela saída antecipada é indevida. Eles solicitaram que a cobrança seja suspensa até que seus recursos sejam devidamente julgados e, como garantia de pagamento da alta quantia pleiteada pelo proprietário, chegaram a indicar um veículo como caução. Diante das versões conflitantes, o juiz estabeleceu que um perito especializado deve agora responder tecnicamente se as infiltrações e o mofo relatados têm origem em falhas estruturais da própria construção ou se decorrem de fatores externos.
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Além da origem dos danos, o especialista terá a missão de esclarecer se o imóvel realmente oferecia riscos à saúde ou se apresentava condições de inabitabilidade no momento em que Junior e sua família deixaram o local. Outro ponto crucial da perícia será identificar se esses vícios já estavam presentes na propriedade antes mesmo da formalização do contrato de aluguel. Ambas as partes, que já haviam manifestado interesse na prova pericial, poderão indicar assistentes técnicos para acompanhar os trabalhos e formular quesitos ao profissional nomeado.
O próximo passo do processo aguarda a estimativa dos honorários a serem pagos ao perito. Uma vez iniciado o trabalho de campo, o profissional terá um prazo de 30 dias para entregar o laudo final. Este documento é aguardado com expectativa, pois possui um peso decisivo para o desfecho da ação e definirá se a família Lima será obrigada a pagar a multa rescisória ou se ficará isenta devido às condições do imóvel.
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