Cantora Lucinnha Bastos tem obra musical reconhecida como patrimônio do Pará

O governador Helder Barbalho oficializou produção da cantora e compositora paraense como patrimônio paraense

O Liberal
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A obra musical da cantora Lucinnha Bastos foi oficialmente reconhecida como patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará. A Lei 11.307, que formaliza este reconhecimento, foi sancionada pelo governador Helder Barbalho e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nº 36.489 na última quarta-feira, dia 7.

A cantora expressou sua gratidão pelo reconhecimento, que considera um "presente". Lucinnha Bastos enfatizou que o feito não seria possível "sem tantas pessoas que me apoiaram desde que comecei aos 7 anos", destacando a importância da cadeia produtiva da música e de seus diversos parceiros.

Para a artista, "essa obra não é só minha, são músicas que gravei que não são só minhas, mas de uma grande equipe". Ela também ressaltou o apoio fundamental de sua família desde o início de sua trajetória, e a alegria pelo reconhecimento em vida, algo que considera "muito bacana" e que "todos nós queremos".

Trajetória Musical e Legado

Nascida em Belém, no ano de 1967, Lucinnha Bastos é filha de Luciano Bastos, fundador da célebre Banda Sayonara. Sua jornada na música começou precocemente, aos sete anos de idade, cantando em bailes de carnaval.

Com quase 50 anos de carreira, a artista construiu uma vasta discografia, que inclui um compacto duplo, três LPs e três CDs ao vivo. Além de sua produção solo, Lucinnha participou de 14 discos de outros artistas, realizando parcerias notáveis com nomes como Fafá de Belém, Leila Pinheiro e Waldemar Henrique.

Entre os projetos de destaque em sua trajetória na música paraense, estão a Trilogia “A força que vem das ruas” (2004), ao lado de Mahrco Monteiro e Nilson Chaves; o CD “Waldemar Seresteiro” (2005), uma homenagem ao centenário do maestro; e o DVD “Minha Aldeia” (2007), que celebrou seus 40 anos de vida.

Seu repertório é marcado por sucessos que capturam a essência paraense, como “Pauapixuna”, “Chamegoso”, “Flôr do Grão-Pará” e “Bom Dia Belém”.

Importância do Reconhecimento

O novo status de patrimônio imaterial garante a proteção da obra de Lucinnha Bastos como uma referência vital para a identidade paraense. Este reconhecimento abre portas para registros oficiais e possibilita a implementação de políticas de salvaguarda.

Essas ações serão coordenadas pela Fundação Cultural do Pará (FCP) e pela Secretaria de Cultura (Secult), garantindo a preservação e valorização contínua de sua contribuição artística.

Atividade e Próximos Passos

Mesmo com uma carreira consolidada e apresentações em palcos renomados, como o Free Jazz Festival, e representando o Pará na França em 2005, Lucinnha Bastos segue em plena atividade.

A cantora continua com shows, como o “Canta Amazônia Acústico”, e lançou singles recentes, a exemplo de “Passe Bem” (2025). Para o ano de 2026, Lucinnha Bastos expressa o desejo de "continuar cantando muito a Amazônia, com os compositores paraenses que moram no coração".

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