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Bairro do Guamá ganha novas cores com projeto de arte urbana da Psica Produções

Comerciantes que ocupam a parada Clipper ficaram felizes com o resultado

Bruna Lima

O bairro do Guamá está ficando mais colorido e deixando os moradores animados com o novo visual. Por meio do projeto “Rio que chove”, três pontos culturais e históricos do bairro estão sendo revitalizados. A parada de ônibus do Clipper, localizada na rua Augusto Corrêa, a praça Benedito Monteiro, na travessa Ezeriel Mônico de Matos, e o Espaço Cultural Nossa Biblioteca, na travessa Vinte e Cinco de Junho, são os três pontos que marcam o percurso.

Neste domingo (3), a equipe de O Liberal esteve na parada de ônibus Clipper e conversou com os comerciantes Carlos Augusto Filho, que é sapateiro e tem um ponto na estação assim como Roberto Andrade, que tem um ponto de venda de bebidas. Os dois ocupam o espaço da parada e disseram que estão satisfeitos com o trabalho do projeto.

“Foi muito boa a revitalização que eles fizeram aqui, pois durante os 40 anos que trabalho aqui nesse ponto tiveram poucas reformas. E esse espaço é muito importante para a população, pois abriga e protege do sol e da chuva”, destaca Carlos.

Roberto complementou e disse que aguarda que mais projetos parecidos com o Rio que chove cheguem até o Guamá. “É tão bom ver esse espaço limpo e com essa arte feita pelos artistas. Estamos muito felizes”, completa.

Termo de origem indígena, “Guamá” significa “Rio que Chove”. A tradução em português dá nome ao projeto. O projeto tem direção artística da artista visual Letícia Nunes, que assina seus trabalhos como Lenu, e direção urbanística de Tuyuka Lara.

Segundo o urbanista Tuyuka Lara, as intervenções foram pensadas com a participação direta dos moradores do bairro. “Através principalmente da articulação com os diretores do Espaço Cultural Nossa Biblioteca, lançamos um formulário online para saber o que o pessoal do bairro queria ver nas suas ruas e quais elementos identificavam, para eles, o Guamá. A participação foi muito importante para nos ajudar a entender o ponto de vista da comunidade”, destaca.

Lenu, responsável pela direção artística do projeto, conta como a identidade visual foi desenvolvida.  “É uma celebração aos símbolos locais, como cultura, música, festas populares, conexão com a cidade, águas presentes seja através da chuva ou do rio, já que o bairro fica nas margens, e até mesmo a feira. Nas cores, a inspiração são as embarcações amazônicas tradicionais, que trazem principalmente o azul, verde, amarelo e vermelho, isso em uma releitura urbana, futurista, apoiada na cultura da tecnologia”, explica.

As intervenções urbanas são desenvolvidas por 12 artistas locais. Além de Lenu, PTCK, Gabz, Beatriz Paiva, Santo, Lucas Negrão, Mama Quilla, Savannah, Maira Velozo, Leviana, Cely Feliz e Rodrigo Leão são os artistas visuais que executam as ações.

O “Rio que Chove” foi contemplado pelo edital Preamar da Paz da Secretaria do Estado de Cultura (Secult). Para pintura e revitalização da praça Benedito Monteiro, a Psica Produções tem parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer (Sejel). A ideia é realizar uma intervenção completa no local, com pintura do piso, paredes e casas ao redor.

Palavras-chave

Cultura
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