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Luciano Quirino concilia papel em ‘A Nobreza do Amor’ com aguardado thriller sobre caso Matsunaga

Em entrevista, o ator comenta a construção de seu novo vilão, a aliança estratégica com o personagem de Lázaro Ramos e as referências clássicas que buscou para compor este papel envolto em mistérios

Bruna Dias Merabet

Interpretando o seu segundo vilão, Luciano Quirino chega à novela das 18h, ‘A Nobreza do Amor’, como Pascoal, para se aliar a Jendal (Lázaro Ramos). O personagem inicialmente chega à história como um mercenário que aplica um golpe no rei de Batanga, até se tornar um perigoso aliado do personagem de Lázaro. Projetado para ser alguém estratégico, observador e quase silencioso, a entrada dele junto ao núcleo principal traz consigo relações tensas, com momentos de manipulação e jogos de interesses.

"Pascoal é um homem que chega de fora, mas rapidamente entende o jogo de poder daquele reino", conta o ator ao falar do personagem. "Ele é extremamente perigoso, não é um vilão impulsivo, pensa, calcula, articula, e isso o torna ainda mais assustador", completa.

Quirino foi atrás de figuras da ficção para fazer o papel, procurando mesclá-las com o estilo contemporâneo. “Busquei como referência personagens clássicos que operam na sombra, como Iago, de ‘Otelo’, e até figuras mais populares como o Jafar, de ‘Aladdin’, já que Pascoal traz esse ar de mistério e seu figurino remete a alguns do clássico vilão de ‘Aladdin’, mas sempre trazendo para uma construção própria, mais humana e brasileira”, acrescenta.

Jendal (Lázaro Ramos) se surpreende com a chegada de Pascoal, que afirma ter informações sobre o paradeiro da princesa Alika (Duda Santos). Atendendo ao anúncio publicado no jornal, o comerciante, que se diz vindo de Burundi, pede audiência com o rei de Batanga, levando consigo uma jovem de rosto parcialmente coberto. Ela é Imani (Dhara Lopes), que tenta se passar por Alika até ser descoberta.

“Tem sido um desafio muito instigante interpretar Pascoal, o que me provoca a explorar novas camadas como ator, acessar lugares mais sombrios e compreender uma lógica completamente diferente daquilo que eu vinha fazendo até aqui. Fazer um vilão exige que você defenda ideias que, muitas vezes, são moralmente questionáveis, mas o segredo é nunca o julgar. Ele acredita no que faz e a diferença está justamente aí: encontrar a lógica interna daquele comportamento”, diz.

Em ‘A Nobreza do Amor’, Luciano Quirino volta a contracenar com André Luiz Miranda, com quem trabalhou recentemente em ‘Dona Beja’, da HBO Max. Na produção, na qual interpretam pai e filho, Quirino vive Mendonça, um homem complexo e marcado por contradições. A novela é um remake da obra de 1986 e, embora mantenha aspectos próximos à versão original, o ator ressalta que a nova adaptação traz diferenças importantes.

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“Mendonça é um homem de época, porém atravessado por sentimentos muito profundos. Ele vive conflitos intensos entre amor, honra e desejo”, pontua.

Além dos trabalhos acima citados, o ator passará a integrar o elenco do filme que reproduz o caso “Elize Matsunaga”. Intitulado "Uma Garota de Classe", a trama tem roteiro de Raphael Montes; o thriller psicológico narra o crime de 2012, trazendo Lorena Comparato como Elize e Luciano Quirino no papel do delegado que conduz as investigações.

“Foi um trabalho delicado. Quando lidamos com histórias reais, existe uma responsabilidade muito grande. Procurei tratar tudo com respeito, sem sensacionalismo, entendendo a complexidade humana envolvida”. E aproveitou para falar um pouco de quem ele irá interpretar: “O meu personagem, especificamente, é alguém que observa muito mais do que fala, e quando fala, muda o rumo das coisas. Ele chega de forma sutil, mas deixa marcas profundas”, revela.