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Banda Halley retira músicas de Bruno Mafra do repertório após condenação

Grupo paraense afirma que decisão busca evitar repasse de direitos autorais ao artista condenado por estupro de vulnerável

Hannah Franco

A Banda Halley anunciou, no último domingo (30), que vai retirar do repertório todas as músicas compostas por Bruno Mafra. A decisão ocorre após a repercussão da condenação do artista pela Justiça do Pará.

Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, foi condenado a 30 anos, 4 meses e 24 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável.

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Por meio das redes sociais, o grupo paraense formado pelos cantores Hérick Rafael e Milena Sousa informou que a exclusão das músicas será definitiva.

“A partir de hoje, não executaremos mais essas canções em shows, nem as incluiremos em projetos futuros”, comunicou a banda.

Decisão envolve questões éticas e financeiras

Segundo o grupo, a medida tem como objetivo evitar que o compositor receba valores provenientes de direitos autorais. Isso ocorre porque toda execução pública de uma música, seja em apresentações ao vivo ou em plataformas digitais, gera remuneração ao autor.

As plataformas digitais monitoram execuções de músicas e os valores arrecadados são repassados aos compositores. Diante desse cenário, o grupo afirmou que optou por retirar as canções para não contribuir financeiramente com Bruno Mafra.

Em posicionamento público, a Halley destacou que manter as músicas no repertório poderia representar apoio indireto ao compositor.

“Ao mantermos essas músicas em nosso show, estaríamos ajudando diretamente a financiar quem as escreveu. Não queremos que o nosso trabalho e a alegria do nosso público sirvam de fonte de renda para que um condenado por abuso utilize esses recursos para custear defesas judiciais ou manter seu estilo de vida”, informou.

A banda também ressaltou que a decisão está alinhada aos valores defendidos pelo grupo. “A partir de agora, nosso repertório é renovado e livre de qualquer vínculo com quem não respeita a integridade de crianças e adolescentes”, completou.