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Liga do Teatro realiza oficina de 'Heartstopper'; história em quadrinhos foi adaptada e virou sucesso na Netflix

A obra reúne temas como a descoberta do amor, sexualidade e gênero, bullying, ao final da oficina, será montado um espetáculo

Emanuele Corrêa

A trama de Heartstopper ficou mundialmente conhecida a partir da adaptação dos quadrinhos de Alice Oseman para a Netflix. A Liga do Teatro, coletivo de artistas paraenses, promove a partir de agosto oficinas livres para a montagem teatral, que conta a história de Charlie Spring e Nick Nelson, que não têm quase nada em comum, mas estão descobrindo os sentimentos. Os dois jovens vivem os dilemas próprios da adolescência. A obra reúne temas como a descoberta do amor, sexualidade e gênero, bullying, entre outras abordagens.

Bárbara Gibson é a professora da oficina, dramaturga e diretora teatral. Ela revela que é a primeira montagem de oficina livre que "A Liga" está promovendo, mas que o desejo é antigo. "É a primeira oficina livre de teatro, que fazemos aberta ao público. Ela é direcionada aos adultos, mas adolescentes a partir de 16 anos com autorização dos pais podem participar. Não há necessidade de experiência prévia com o teatro, é uma oficina livre", contou.

A oficina começa em agosto, com duração até novembro, com encontros duas vezes na semana com três horas de aulas cada. Bárbara explica que a oficina é para todos com ou sem experiência em teatro, por isso, as primeiras aulas são focadas em noções da arte cênica. "Teremos encontros às terças e sábados. Em um primeiro momento, um foco maior em exercícios teatrais, noções de teatros, imaginamos que serão os primeiros contatos dessas pessoas com a arte. Não só como espectadores, mas agora como atores", destacou.

"E para quem já faz teatro há muito tempo, é sempre um momento de treino e imersão na arte. Focaremos no final da oficina, em uma montagem em novembro. Vamos dividir o tempo entre oficinas, jogos teatrais e ensaios específicos para o espetáculo, que será apresentado como conclusão", complementou.

Além de Bárbara fazem parte da equipe, Haroldo França, que junto com a diretora realiza a adaptação da dramaturgia; Paulo Jaime, na assistência de direção, Larissa Imbiriba e Luisa Imbiriba, na produção.

Questionada sobre a importância da temática escolhida para a oficina, Bárbara relembrou o sucesso que a série faz na Netflix e que apesar de desafiadora a adaptação dos quadrinhos e telas aos palcos, a sensação é gratificante. "É uma série com sucesso absurdo, é a importância da temática. Como essa temática foi feita nos quadrinhos e na tela, com delicadeza. O alcance que essa história tem tido, mostra a importância desses temas. Falar dessa forma, com leveza, esperança, sem deixar de levar em conta os pontos difíceis, que precisam ser tratados: bullying, violência, aceitação na família, etc. A série trata de forma verdadeira e isso que é importante traduzir ao palco", argumentou.

A diretora acredita que a temática precisa ser trabalhada na arte, pois, em muitos casos é a forma de o assunto sobre gênero e sexualidade ser apresentado às famílias, ao público em geral. "Temos uma geração muito evoluída em termos de aceitação, mas temos ainda muita intolerância, violências, precisamos sempre de histórias como essas. É importante que você participe da oficina, por ser algo que estou vendo, ou que a minha família precisa entrar em contato por meio da arte. Muitas pessoas queriam ter tido contato com histórias como essas na adolescência", arguiu.

"Para quem não é LGBTQIA+ ter contato com a série e temática, trabalhar a aceitação, se apaixonar pelo amor que não temos barreiras e gêneros. É um desafio grande e interessante, da adaptação das telas aos palcos dessa história que é muito amada. Eu tenho certeza que será oficina e espetáculo, para quem quiser participar, será uma experiência engrandecedora. 

Receber todas as pessoas que querem fazer teatro e que querem viver essa história de alguma forma, será uma experiência maravilhosa", finalizou fazendo o convite à oficina.

 

Serviço

Oficina livre de Teatro: "Heartstopper"

Período: agosto a novembro, com montagem teatral ao final

Taxa de inscrição R$20,00. 

Mais informações: @aligadoteatro

Cultura
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