29ª Feira do Livro: 2º dia inicia com movimento tranquilo, obras promocionais e canto para Jabutigão
Neste domingo (30), o dia iniciou com movimentação tranquila, mas logo os corredores do Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia ficaram cheios de visitantes
A 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes segue com programação aberta ao público e para todas as idades neste domingo (30), no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. No início da manhã, por volta das 10h, a movimentação era tranquila, mas logo se intensificou. À procura por variadas obras, de literatura clássica a livros para colorir, o público encheu os corredores e stands.
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Neste ano, além de novas editoras disponíveis aos leitores, obras promocionais chamam a atenção. Em alguns pontos de venda, é possível encontrar livros a partir de R$ 5,00. No mesmo ritmo, descontos progressivos em diferentes gêneros literários atraem visitantes.
A enfermeira Natalene Teixeira, de 45 anos, aproveitou o segundo dia de evento para levar o filho, José Teixeira, e o sobrinho, Antônio Teixeira, ao mundo literário. O passeio de domingo reuniu a família, que busca manter o hábito da leitura vivo em todas as gerações.
“Eu sempre venho, sempre acompanho. É sempre uma novidade vir, prestigiar os autores e trazer as crianças. Nesse período tecnológico, é importante o resgate dos livros, mostrar que existem também”, fala.
Além dos livros, Natalene e os familiares passaram pela Arena Multivozes, onde ocorrem apresentações: “Eu gostei muito do teatro que está tendo ali do outro lado, a gente passou uns 40 minutos lá. É bem interessante para as crianças Esse lúdico eu achei importante.”
Valorização e incentivo
O evento é uma oportunidade para trazer os autores homenageados à luz, segundo o estudante Guilherme Rosa, de 18 anos. Acompanhado por três amigos, o jovem acredita que o movimento de visitantes, que já estava alto, tende a crescer nos próximos dias.
“Esse ano eu notei que tem, realmente, mais bancas do que o normal. Então, eu acho que, talvez, os jovens estejam mais interessados”, diz.
Para este domingo, o objetivo de Guilherme é encontrar o livro “A Figura”, da autora Natalia Grecco. Ele, que gosta de ler, costuma incentivar a prática nos outros. “Acabo indicando alguns livros para os meus amigos, até chamei alguns para vir aqui. Eu acho que é de exterma importância os jovens terem mais noção de como funciona a literatura”, aponta.
Honrarias
Um dos homenageados deste ano é o escritor, poeta, cantor e compositor Luiz Peixoto, conhecido como “Jabutigão”. Em roda cantada no stand da Imprensa Oficial do Estado do Pará (Ioepa), ele foi honrado pelo amigo e aprendiz Raimundo Lima, com quem partilha o ofício. O momento reuniu admiradores, de crianças a adultos.
“É muito importante, é grandioso. Eu não aguentei, eu chorei de emoção. A banda de música, as pessoas atrás de mim cantando parabéns e tudo. Então, foi muito forte”, afirma Jabutigão. O escritor é nascido em João Pessoa, na Paraíba, mas se considera paraense.
Por meio de obras direcionadas ao público infantil, ele estimula a leitura enquanto retrata a região em que vive: “Eu gosto de incentivar a criança à leitura, porque o meu trabalho é esse. Eu gosto da natureza, meus trabalhos, geralmente, vem da inspiração da natureza. O sol, os rios, os mares e a nossa Amazônia, que é grandiosa.”
Por coincidência, o personagem de Luiz Peixoto — Jabutigão — surgiu na primeira Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, sobre a qual ele possui um carinho notável. “Ela incentiva a criança à leitura, ela traz professores, escolas. Eu estou muito feliz de estar aqui sendo homenageado. Eu fui homenageado várias vezes, mas em comparação com essa grandiosa feira, é um espetáculo”, destaca.
De fã a amigo
O escritor, cantor e compositor Raimundo Lima iniciou a carreira na literatura como aprendiz de Jabutigão. Após a homenagem prestada na manhã deste domingo, Raimundo se sente emocionado e feliz, e lembra da trajetória com entusiasmo — de fã, virou amigo e, por fim, colega de trabalho.
“É incrível fazer essa homenagem a ele com ele presente aqui, abrinco esse momento com as crianças. A história que eu criei é baseada na relação com ele, a música que eu fiz para ele é baseada nele, o Luiz, o contator, o animador. Eu estou muito feliz e muito grato”, conta.
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