Justiça do Pará inclui cartórios de Óbidos e Oriximiná em novo concurso público
Cartórios de Flexal e Porto Trombetas costumam atrair candidatos de várias regiões do país
O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) confirmou na terça-feira (4) que dois cartórios do Baixo Amazonas passaram a integrar a lista de unidades vagas que serão preenchidas por meio de concurso público. Os cartórios ficam nos distritos de Flexal, em Óbidos, e Porto Trombetas, em Oriximiná, e atualmente funcionam sem titulares definitivos, sob administração temporária.
A decisão faz parte do Edital nº 001/2025 e cumpre uma exigência da Constituição, que determina a abertura de concurso quando um cartório permanece vago por mais de seis meses. Com o processo seletivo, a Justiça pretende substituir a gestão provisória por titulares aprovados em provas e análise de títulos, garantindo mais estabilidade e continuidade nos serviços prestados à população.
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Mesmo localizados no interior do Pará, os cartórios de Flexal e Porto Trombetas costumam atrair candidatos de várias regiões do país. O interesse está ligado tanto à importância econômica de Porto Trombetas, que concentra atividades ligadas à mineração, quanto ao papel social do cartório de Flexal, que pode contribuir para a regularização de documentos e terras de centenas de famílias da região.
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Remuneração e requisitos
Diferentemente de outros cargos públicos, os titulares de cartório não recebem salário fixo do Estado. Quem é aprovado no concurso passa a administrar o cartório por conta própria e é remunerado pelas taxas cobradas pelos serviços prestados, como a emissão de certidões e a lavratura de escrituras.
Para participar, é necessário ter formação em Direito ou comprovar experiência na área. A seleção conta com provas objetivas, escritas e orais, além da análise de títulos. As vagas são divididas entre provimento, para quem quer ingressar na atividade, e remoção, destinada a titulares que já atuam em outros cartórios e desejam mudar de local.
Depois de assumir o cargo, os novos titulares passam a ser fiscalizados pela Corregedoria Geral de Justiça, que acompanha a forma de cobrança dos serviços e a qualidade do atendimento, inclusive em distritos mais distantes dos grandes centros urbanos.
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