Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Sim! Remo e Paysandu são casos confirmados da Covid-19

Carlos Ferreira

Leão Azul, típica vítima da Covid-19

O Clube do Remo pode ser considerado uma típica vítima da doença produzida pelo coronavírus. O Leão vinha em plena recuperação da saúde financeira, em dia nas obrigações trabalhistas com os atuais profissionais e com o TRT. Agora, com atividades suspensas, tem redução de 80% nas receitas, segundo o presidente Fábio Bentes. Além disso, receitas bloqueadas no plano de pagamento dos débitos trabalhistas. Estado de asfixia, como no quadro clínico de infectados pelo coronavírus em situação grave.

As sequelas parecem inevitáveis para o Leão Azul, em forma de novas demandas trabalhistas, pela absoluta impossibilidade de honrar compromissos. A não ser que surja um remédio milagroso...!

 

Episódios impactantes castigam o Papão na gestão Gluck Paul

Clube rebaixado à Série C; controvertida saída de João Brigatti em boa fase do time; campo alagado e a derrota para o Independente, em Tucuruí, determinante para a eliminação do campeonato estadual; gol tomado em pênalti inexistente no último minuto e derrota nos pênaltis, para o Náutico, na decisão do acesso à Série B; gol tomado no último minuto e derrota nos pênaltis na decisão da Copa Verde. Agora a suspensão de atividades por causa do coronavírus. 

Nesses episódios, que castigam o Papão, pode ser contabilizado prejuízo acima de R$ 15 milhões. R$ 1 milhão para cada dos 15 meses da gestão Gluck Paul.

 

BAIXINHAS

* Por mais questionável que seja a atual gestão do Paysandu, é justo dizer que tem base em conceitos avançados de administração e que estaria sob aplausos, não fossem os acidentes e incidentes que tanto impactaram até agora. A infelicidade tem prevalecido!

* Na gestão do Remo, com Fábio Bentes, a palavra mais aplicável é "responsabilidade", sobretudo na gestão financeira. Orçamento modesto, austeridade na condução das contas, acentuada redução das dívidas e investimentos na estrutura físico-organizacional do clube.

* Mais do que nunca, a responsabilidade, a capacidade e a credibilidade desta gestão do Remo está posta à prova. Disso e da união dos azulinos depende o plano de ressoerguimento do Leão Azul, que prevê nova era a partir de 2022.

* Quando o coronavírus tirou os times de campo, o Remo era 10° e o Paysandu 13° no ranking nacional de público nos estádios, envolvendo todas as competições oficiais. O Leão com média de 18.528 pagantes e o Papão com 11.284 ingressos vendidos, por jogo.

* No ranking, levantado pelo globoesporte.com, o Remo está acima do Bahia e do Fluminense, e a dupla Re-Pa ã frente de Cruzeiro, Athetico Paranaense, Santos, Ceará, Botafogo, SporTV, Santa Cruz, Náutico... É ou não é para tirar o chapéu?

* Antes do coronavírus, era tema dominante o fechamento do Mangueirão em julho para dois anos em obras e transformação em arena. O ranking de público expressa o merecimento de uma arena para azulinos e bicolores. Resta saber se depois dos estragos que dessa pandemia vai deixar nas contas públicas, o estado ainda terá fôlego para manter o projeto, sobretudo por outras tantas prioridades.

Carlos Ferreira
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