Carlos Ferreira

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro.

Remo embalado e Paysandu desconfiado; como a dupla Re-Pa vai para a Série C

Carlos Ferreira

Campeão sim, mas sem qualquer ilusão

Ao contrário do ocorrido em 2018, desta vez não há ilusão no Remo com o título estadual. Ano passado, Givanildo Oliveira recusou reforços e garantiu o emprego de quem "suou sangue" no Parazão. O nível de bravura não se repetiu e a pobreza do time resultou em sofrimento. Desta vez, reforços chegaram antes mesmo da decisão estadual e outros continuam chegando.

O Remo vai começar a Série C já encaixando novas peças à base campeã, mas mantendo o modelo de jogo. Isso facilita muito o processo. Certamente, os acréscimos mais importantes são de Daniel Vençan na lateral esquerda, com Rafael Jansen voltando ao meio de zaga como parceiro de Marcão, já que Kevem está de saída, e do meia 
Carlos Alberto, que chega sob elogios do técnico Márcio Fernandes.

 

Papão mantém a estrutura defensiva

Tony é uma nova opção para a lateral direita, onde Bruno Oliveira caiu muito de rendimento. No mais, o Papão mantém a estrutura defensiva. Há possibilidade também para William entrar no meio de campo. O que muda mesmo é o ataque, com Pimentinha e Jheimy compondo com Nícolas, mesmo que só para a segunda rodada. 

O clube investiu ainda nos volantes Uchôa e Wellington Reis, e no meia-atacante Diego Rosa. Continua carente de um meia. A não ser que Tiago Primão ou Leandro Lima ou Alan Calbergue se torne solução. Talvez Léo Condé esteja fazendo essa aposta ao redefinir funções. O fato é que hoje, mesmo já reforçado, o time ainda vai sob total desconfiança para o jogo de Erechim/RS, sábado, contra o Ypiranga.

 

BAIXINHAS 

* Diego Rosa, um dos novos bicolores, se assemelha a Nícolas nas características, mas sem a mesma força física. Trabalhou com Léo Condé no CRB, depois de ótima passagem pelo Luverdense. 

* Remo tenta convencer o investidor que comprou 80% dos direitos econômicos de Kevem (R$ 600 mil) a mantê-lo no elenco azulino, por empréstimo. O mais provável, porém, é que o jovem zagueiro ganhe outra vitrine, no Campeonato Brasileiro ou no exterior. O Leão se viu forçado a vender Kevem porque em outubro ele já poderia assinar pré-contrato com outro clube e sair de graça. 

* Abaixo de ABC (55), Bahia (48) e Paysandu (47), o Remo (46) permanece na 4a posição do ranking dos campeões estaduais. Mas o Leão abriu um título de vantagem sobre o Ceará e o Internacional, que permaneceram com 45. 

* No ranking do Parazão o Paysandu tem 47 títulos e 38 vices, Remo 46/32, Tuna 10/19, União Esportiva 02/03, Independente 01/02, Cametá um título. O Águia foi duas vezes vice. Com um vice aparecem Castanhal, São Francisco, São Raimundo, Ananindeua e Paragominas. Todas essas glórias do interior ocorreram nos últimos 20 campeonatos. 

* Vinícius já mostrou o bastante para ser colocado no top 10 de todos os goleiros da história do Remo, junto com Vellez, François, Smith, Dico, Edson Cimento, Wagner Xuxa, Bracalli, Buzetto e Adriano. O bicampeão Vinícius é um goleiro essencialmente técnico e ágil, além de discreto.

Carlos Ferreira
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