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CARLOS FERREIRA

Jornalista, radialista e sociólogo. Começou a carreira em Castanhal (PA), em 1981, e fluiu para Belém no rádio, impresso e televisão, sempre na área esportiva. É autor do livro "Pisando na Bola", obra de irreverências casuais do jornalismo. Ganhador do prêmio Bola de Ouro (2004) pelo destaque no jornalismo esportivo brasileiro. | ferreiraliberal@yahoo.com.br

Remo em ebulição, à espera do novo comandante

Carlos Ferreira

Com 16 pontos conquistados, o Remo precisa de mais 13 ou 14 dos 24 pontos que ainda vai disputar. Em ebulição pelas consequências da derrota para o Altos, o Leão projeta as esperanças na troca de comando, tendo como próximo adversário o Figueirense, segunda-feira, em Florianópolis.

O Remo está com 48,4% de aproveitamento. No restante desta fase vai precisar de 54,2% para chegar a 29 e ter larga probabilidade, ou 58,3% para chegar a 30 pontos e ter a garantia da classificação. Nada tão difícil, a não ser pelo momento crítico, que será reversível se o novo técnico for competente para arrumar e levantar o time.

Papão não poderia ser uma obra pronta

Obviamente, o torcedor quer o seu time vencendo sempre, liderando sempre, empolgando sempre. Mas uma sequência perfeita de passos nem sempre leva à glória. Lembremos do Santa Cruz, que sobrou na primeira fase da Série C em 2020 e murchou na decisão do acesso.

Os percalços são necessários para a reavaliações de postura e de atitudes. Isso é indispensável em qualquer grupo de trabalho e no futebol mais ainda, pela passionalidade e pelas vaidades. A derrota do Paysandu para a Aparecidense não apaga o sucesso do time bicolor, mas provoca reflexões e fomenta as cobranças sempre necessárias. O Papão não é e nem poderia ser uma obra pronta, mas segue confortável no campeonato e agora mirando o Brasil de Pelotas, penúltimo colocado, para o jogo do próximo domingo em Belém.

BAIXINHAS

* A história das competições mostra que quem sofre no caminho chega mais forte à reta decisiva. Isso é inerente ao ser humano. A dor sempre constrói mais que o amor. O  Paysandu está sob alerta. O Remo em agruras.

* Com 14 gols tomados em 11 jogos o Leão Azul é o 6° time mais vazado da Série C. Com toda essa vulnerabilidade, até que o Leão não está tão mal posicionado. Resolver essa questão é o desafio mais urgente para o novo comandante. O Leão está dando muito espaço aos adversários.

* Mais que troca de peças, arrumar um sistema é defensivo é corrigir posicionamentos e funções. O Remo precisa de melhor organização das linhas de marcação e de atitude mais competitiva dos atletas.

* Paysandu não sairá de Belém nas três próximas rodadas. Vai jogar na Curuzu contra Brasil de Pelotas e Confiança, e no Baenão contra o Remo. Depois, o Papão visitará o desesperado Vitória, em Salvador.

* Em dez jogos na Série C, Mikael, do Paysandu, já recebeu cinco cartões amarelos. Cumpriu uma suspensão e já está pendurado. Consequência do ímpeto de um volante que não se poupa de choques em campo.

* Foi surpreendente a forma deselegante com que Fábio Bentes anunciou a demissão de Paulo Bonamigo. Se deixou levar pela emoção e permitiu que o Bentes torcedor falasse pelo presidente.

* Os recordistas de gols na história da Série D já eram dois atacantes paraenses: Nonato, de Santa Luzia, e Aleílson, de Marabá. Como Nonato se aposentou com 26 gols na Série D, Aleílson (37 anos) conseguiu ultrapassá-lo com 28 ao fazer dois na vitória do Trem/AP sobre o Porto Velho/RO, por 4 x 1. Ele é também o artilheiro desta edição da Série D, com 9 gols. 

Carlos Ferreira
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